Gil Semedo lança novo álbum e celebra renovação de gênero musical de Cabo Verde

0
2

Os artigos da equipa do PÚBLICO Brasil são escritos na variante da língua portuguesa usada no Brasil.

Acesso gratuito: descarregue a aplicação PÚBLICO Brasil em Android ou iOS.

Com 35 anos de carreira, o cantor cabo-verdiano Gil Semedo, considerado o “Rei do Pop” no país e pioneiro do gênero Caboswing, acaba de lançar um novo álbum, “Caboswing: O Novo Capítulo”, com destaque para o single “Caboswing Time”. O trabalho já disponível nas plataformas digitais e será apresentado ao público português em 11 de setembro, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.

O novo trabalho representa, segundo o músico, “uma fase de renovação artística e também de continuidade do movimento cultural em que ele teve papel fundamental no início da década de 1990.” Ao longo de mais de três décadas de carreira, Gil Semedo juntou a música tradicional cabo-verdiana e com influências globais como pop, R&B e zouk. Dessa combinação nasceu o Caboswing, estilo musical que se transformou em uma identidade cultural ligada à experiência da diáspora cabo-verdiana espalhada pelo mundo, segundo ele afirma. Com mais de um milhão de discos vendidos, Gil Semedo tornou-se um dos artistas cabo-verdianos de maior projeção internacional.

Álbuns como “Verdadi”, “Nos Lider” e “Dedicaçon” ajudaram a fortalecer uma carreira voltada para temas como amor, resiliência, identidade crioula e conexão entre culturas. O novo single “Caboswing Time”, diz ainda o artista, é uma forte afirmação dessa continuidade artística.

Raiz na tradição

Segundo Gil Semedo, o novo disco procura preservar o legado enraizado na tradição cabo-verdiana, ao mesmo tempo em que amplia o diálogo com novos públicos e sonoridades contemporâneas. Para isso, ele aposta em colaborações com jovens produtores e nomes já consolidados. Entre as participações confirmadas no disco estão Dino D’Santiago e Melodia Semedo, filha dele.

“Caboswing” é um disco que ele lançou em 1993 e agora, com o novo trabalho, ele diz estar motivado pelo contato com o público e pela capacidade da música de unir pessoas de diferentes origens e culturas. “O palco é minha casa e o público é minha família. Em cima do palco me sinto muito em casa, desde criança”, diz o artista, que começou cantando e dançando para a família. “Eles eram meu público. Já criança me senti um artista e já sabia o que eu queria fazer, o caminho que queria seguir”, declara o cantor. Ele reforça que considera os fãs parte fundamental da carreira construída até aqui. “Nossos corações e almas estão todos conectados e partilhamos a paixão pelo boa música”.

Privilegiado

Ao recordar a trajetória profissional, Gil Semedo afirma sentir-se privilegiado pelos resultados alcançados. O cantor destaca que enfrentou momentos difíceis, como um acidente que chegou a interromper temporariamente a carreira, mas conseguiu retomar o sucesso posteriormente. Gil Semedo conta que viveu muitos momentos marcantes ao longo dos anos e que acumulou sucessos musicais.

O cantor também acompanhou de perto as transformações da indústria musical desde o início da década de 1990. O primeiro disco foi lançado em vinil, em uma época em que as gravações dependiam de grandes estúdios e investimentos elevados. Depois, vieram os CDs e, posteriormente, o universo digital dominado pelos streamings e plataformas online.

“Hoje, com computadores, laptops, homestudio as coisas são muito mais fáceis e o artista pode fazer quase tudo sozinho. Mas, para a qualidade da música, nem sempre isso é o melhor. Graças a Deus meus discos ganharam discos de ouro, platina e agora o jeito de consumir música é diferente, com streamings”, opina Semedo. Entre os maiores sucessos da carreira, ele destaca “Maria Júlia”, música que, segundo o artista, ultrapassou o universo musical e passou a integrar a cultura popular cabo-verdiana.

A essência do Caboswing, explica o artista, nasceu justamente da mistura entre as raízes cabo-verdianas e as influências internacionais absorvidas ainda na infância, especialmente durante o período em que esteve na Holanda, a partir dos seis anos de idade. “Casei esses dois mundos, os juntei. Caboswing é uma coisa do passado, também do presente e do futuro, pois não somos apenas cabo-verdianos, somos cidadãos do mundo. É isso o Caboswing”.

Disclaimer : This story is auto aggregated by a computer programme and has not been created or edited by DOWNTHENEWS. Publisher: feeds.feedburner.com