Dois Procuradores: a leste, nada de novo, dizem Loznitsa e Kuznetsov

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Estão 33 graus em Lisboa quando nos sentamos a conversar com Aleksandr Kuznetsov (Sevastopol, 1992). Nos perfeitos antípodas da Bryansk gelada de 1937, onde o procurador Kornev, a sua personagem em Dois Procuradores, dá por si apanhado nas redes malignas da burocracia estalinista. Mas o actor russo-ucraniano, que veio acompanhar a estreia do filme de Sergei Loznitsa (esta semana nas salas) e viveu em Lisboa durante algum tempo, está perfeitamente à vontade com o calor. “Estamos habituados a 33 graus negativos nos Invernos de Leste…” E é apenas uma das razões pelas quais Kuznetsov afirma que é importante conhecer por dentro a “alma russa” para trabalhar com Loznitsa. “Um português ou um francês teria problemas em integrar-se num filme como este, que os canadianos ou os americanos nunca poderiam fazer”, afirma, explicando: “Eles podem fazer outros filmes, mas este? Nunca. É que, na Rússia, estamos habituados à guerra, ao exílio, a lutar contra o sistema. Está no nosso ADN. Não precisei de nenhuma preparação para o filme: cresci na Rússia e tenho amigos na prisão.”

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