Na escola pública onde os meus filhos mais novos estudam, as portas não abriram na quarta-feira porque houve greve geral, e não abriram na sexta-feira porque houve greve do pessoal não-docente. A minha filha mais nova chegou a casa depois de bater de novo com o nariz na porta da escola e comentou: “A maior parte dos meus colegas foi viajar com os pais.” Como quem diz: porque é que nós não fizemos o mesmo, se tínhamos cinco dias de férias? É uma excelente pergunta. Sempre fiz questão de manter os meus filhos na escola pública, onde cresci e aprendi, e de onde convém que não deserte toda a gente com alguma influência e poder reivindicativo. Mas a leveza com que se convocam greves e se fecham escolas públicas nunca deixará de me chocar.
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