É uma pequena ajuda para a estabilização dos preços do petróleo, que terminaram a semana abaixo dos 100 dólares. A organização dos Países Exportadores de Petróleo e os seus aliados (OPEP+) decidiram este domingo aumentar a sua produção, em Julho, para 188 mil barris por dia.
“Como parte do seu compromisso colectivo com a estabilidade do mercado petrolífero, [a OPEP+] decidiu implementar um ajuste na produção de 188.000 barris por dia” em Julho, anunciou a organização, em comunicado.
No mês passado, o grupo liderado pela Arábia Saudita e pela Rússia já tinha acordado um aumento de também 188 mil barris por dia, naquele que foi primeiro ajuste adoptado após a saída dos Emirados Árabes Unidos da organização, depois de aumentos mensais de 260 mil barris por dia em Abril e Maio.
No último ano, este cartel tem vindo a aumentar a produção, mas ainda longe de contrabalançar o corte decidido em 2023, ainda com a inclusão dos EAU, de 1,65 milhões de barris por dia, para controlar os preços do crude.
Os sete dos 21 membros da OPEP+ que se reuniram este domingo são a Arábia Saudita, o Iraque, o Kuwait, a Argélia, o Cazaquistão, a Rússia e Omã, avançou a Reuters. Nos últimos anos, apenas estes sete países, juntamente com os Emirados Árabes Unidos — até à sua saída —, têm participado nas decisões relativas à política de produção do grupo.
Desde o início do conflito entre Estados Unidos da América-Israel e o Irão, que este domingo completa 100 dias, o preço do petróleo subiu acima dos 100 dólares por barril (chegou aos 126 dólares no caso do Brent, referência para a Europa), particularmente devido ao encerramento do estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial.
Nas últimas semanas, a cotação do petróleo desceu, ficando abaixo daquela barreira, na sequência de negociações com vista a alcançar um acordo para o fim do conflito, o que ainda não aconteceu.
Ainda assim, esta sexta-feira, o petróleo Brent, referência na Europa, baixou mais de 2%, para 93 dólares (80,28 euros) por barril. E o West Texas Intermediate (WTI), referência para os EUA, recuou 2,69%, ficando acima dos 90 dólares (quase 78 euros) por barril.
Um acordo de paz, com a consequente abertura do estreito de Ormuz, poderá estabilizará o preço do chamado “ouro negro” em torno dos valores actuais até ao final do ano. Isso mesmo admitiu, na semana passada, o responsável pela maior petrolífera russa, a Rosneft. “Se as restrições forem levantadas agora, é possível que, até ao final do ano, o preço médio por barril ronde os 95 a 96 dólares”, afirmou Igor Sechin, no Fórum Económico Internacional de São Petersburgo.
Decorrente do conflito, a subida dos preços da energia está a reflectir-se na inflação global, o que forçará a uma intervenção dos bancos centrais. Já esta semana, o Banco Central Europeu (BCE) deverá aumentar as taxas de juro em 0,25 pontos percentuais. Com Lusa
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