Porque é que a IA vai depressa de mais e o melhor é fazer uma pausa?

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O que fazer quando a inteligência artificial se desenvolve a um ritmo assustador? Jack Clark, o co-fundador da Anthropic, uma das principais empresas de inteligência artificial, apela a uma pausa no desenvolvimento destes sistemas.

Porquê? Porque está a aproximar-se do ponto em que se pode desenvolver de modo autónomo, portanto, sem participação humana, construindo versões mais avançadas de si mesma.

O chatbot Claude, da Anthropic, já opera com um código que foi escrito em grande parte pelo próprio sistema: 80%. Chegar a 100% é possível em dois anos.

Clark usa uma imagem esclarecedora: é como se a indústria da IA tivesse um pedal do acelerador e não tivesse um pedal de travão.

O Papa Leão XIV também sugeriu abrandamento, menos concorrência e mais envolvimento político no controlo da AI. Porquê? Porque espalha desinformação, privilegia o conflito e aumenta a probabilidade de uma sucessão de guerras sem fim.

Na sua encíclica Magnifica Humanitas (Humanidade Magnífica), o papa pediu aos líderes mundiais que os dados da inteligência artificial não ficassem apenas na posse de privados e que os decisores políticos protegessem os direitos dos trabalhadores.

Sérgio Magno, editor do Enter e autor do podcast Plug-in, sobre mobilidade eléctrica, é o convidado de hoje.


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