UE e Coreia do Sul reforçam cooperação económica e diálogo político

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Os líderes da União Europeia e da Coreia do Sul, que já assinaram um acordo de livre comércio, uma parceria digital e uma parceria de defesa e segurança, concordaram esta quarta-feira, em Bruxelas, em aprofundar a sua cooperação bilateral em matérias de “importância estratégica” nos domínios da tecnologia, energia, política industrial e segurança económica, com o lançamento de uma nova parceria de competitividade UE-Coreia do Sul, e um novo Diálogo Económico de Alto Nível.

O objectivo de maior cooperação bilateral está inscrito em quase todos os parágrafos da declaração conjunta (com 36 pontos e sete páginas) adoptada no final da 11.º cimeira entre a UE e a Coreia do Sul, onde se anunciam várias novas iniciativas diplomáticas e sectoriais, como por exemplo a assinatura de um acordo de comércio digital; a negociação de um futuro acordo de segurança da informação para “facilitar o intercâmbio de informações classificadas” entre os dois blocos; a conclusão de um acordo de cooperação em matéria de Inteligência Artificial, ou o lançamento de um Diálogo de Alto Nível sobre Energia para “coordenar esforços” no processo de transição energética e redução de emissões de carbono.

“Espero que concorde que valeu a pena a longa viagem de Seul até Bruxelas”, disse António Costa, ao Presidente da Coreia, Lee Jae-myung, no final de uma reunião “extremamente bem-sucedida” no que diz respeito ao fortalecimento e à expansão das ligações entre os dois blocos. “Somos parceiros com visões comuns, unidos na convicção de que a cooperação internacional, a estabilidade e a previsibilidade, a par de uma ordem aberta, livre e baseada em regras, continuam a ser a melhor forma de reforçar a nossa segurança e prosperidade comuns”, assinalou o presidente do Conselho Europeu, apontando para o acordo comercial assinado em 2011 como o melhor exemplo: nos últimos 15 anos, “o comércio bilateral mais do que duplicou em volume”.

“Um sucesso retumbante”, concordou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que não tem dúvidas de que “a ligação que já dura há décadas se está a tornar cada vez mais forte a todos os níveis”. Depois de elencar as vantagens económicas mútuas da parceria entre a UE e a Coreia do Sul, a chefe do executivo comunitário fez questão de manifestar a “gratidão” de Bruxelas pelo apoio político e militar de Seul à Ucrânia, desde o primeiro dia da invasão em larga escala do país pela Rússia. “A nossa segurança está mais interconectada do que nunca, e o facto de termos soldados norte-coreanos a combater ao lado de soldados russos na Ucrânia é a prova disso”, observou.

Em declarações no final da reunião, o Presidente da Coreia do Sul confirmou a “determinação” do seu país em “contribuir para o restabelecimento da paz e a reconstrução da Ucrânia” e em colaborar com a UE “em prol da estabilidade e prosperidade” internacionais, nomeadamente na região do Médio Oriente. “É importante que o estreito de Ormuz seja reaberto o mais rapidamente possível e a liberdade de navegação seja assegurada”, defendeu. Mas como não podia deixar de ser, Lee Jar-myung focou-se na situação na Península Coreana, pedindo aos líderes da UE que continuem a desempenhar um “papel construtivo” na resolução da questão nuclear norte-coreana “e na promoção de uma paz duradoura”.

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