EUA lançam novos ataques contra alvos iranianos. Irão bloqueia estreito de Ormuz

0
2

As forças norte-americanas lançaram esta quarta-feira novos ataques contra vários alvos no Irão, anunciou o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) em comunicado. Em resposta, o Irão atingiu navios norte-americanos próximos do estreito de Ormuz e anunciou novo bloqueio desta via marítima.

Numa publicação do comando militar na rede social X, antigo Twitter, o Centcom refere que os bombardeamentos começaram 17h15 do leste dos Estados Unidos (22h15 em Portugal continental) e surgem como continuação da resposta norte-americana ao que dizem ser a “agressão injustificada e continuada do Irão”.

Pouco depois, os meios de comunicação estatais iranianos noticiaram relatos de uma explosão na cidade portuária de Bandar Abbas, no sul do país, sem que tenham sido avançados mais pormenores. Há também informação de explosões reportadas nas cidades de Sirik e Minab, no sul do Irão, assim como na ilha de Qeshm e em Gurgã.

A agência Mehr do Irão relatou até confrontos no mar entre forças iranianas e norte-americanas, sendo referido que navios dos EUA próximos do estreito de Ormuz terão sido alvo de mísseis e drones lançados pelas forças armadas iranianas.

O comando militar anunciou pouco depois o encerramento do estreito de Ormuz, incluindo o bloqueio à circulação de petroleiros e navios comerciais, afirmando que qualquer embarcação que tente passar será alvejada. Teerão encerrou esta via marítima crucial para a economia mundial no início do conflito, em Fevereiro, mas a navegação foi entretanto retomada, ainda que de forma muito condicionada, com um fluxo muito reduzido devido à ameaça de ataques a embarcações que façam a travessia.

Os ataques norte-americanos concretizaram o anúncio feito horas antes pelo secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth. Este referiu que os EUA iriam cumprir as ordens do Presidente norte-americano, Donald Trump, e atacar o Irão com dureza, bombardeando “instalações chave”. Falando aos jornalistas depois de ter sido informado pelos comandantes no quartel-general do CENTCOM, na Florida, Hegseth afirmou que o Irão não aproveitou a oportunidade de chegar a um acordo.

“Vamos atingi-los com força, nos nossos termos, nos alvos que melhoram o ambiente em que operamos e que minam as capacidades que o Irão quer ter”, declarou Hegseth. O responsável falava depois de Trump ter avisado que os Estados Unidos voltariam a atacar o Irão caso não fosse alcançado um acordo de paz, numa ameaça de escalada de violência que se segue a uma das mais significativas trocas de hostilidades dos últimos dois meses, desde o acordo de cessar-fogo de Abril.

Hegseth acusou ainda Teerão de estar a “fazer jogos”. “Tal como disse o Presidente Trump, têm andado a tactear o terreno”, afirmou, a propósito do Irão. “Quando se percebe que alguém está a tactear em busca de um acordo, o que vai acontecer, em vez disso, é fazer cair bombas sobre instalações-chave no Irão, vindas dos EUA.”

“Se for preciso negociar com bombas, negociamos com bombas, e somos muito bons nisso”, avisou Pete Hegseth.

Os novos bombardeamentos norte-americanos surgem horas depois de o Irão ter atacado, na madrugada desta quarta-feira, várias bases norte-americanas na região. O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica afirmou ter visado instalações dos EUA no Bahrein, no Kuwait e na Jordânia com drones e mísseis, em resposta àquilo que classificou como uma nova “agressão norte-americana”.

Os Guardas da Revolução disseram ter disparado mísseis de longo alcance contra quatro pontos da base de al-Azraq, na Jordânia, incluindo hangares de caças F-35 e um centro de comando e controlo, prometendo uma resposta “esmagadora e decisiva” a qualquer nova acção de Washington.

Disclaimer : This story is auto aggregated by a computer programme and has not been created or edited by DOWNTHENEWS. Publisher: feeds.feedburner.com