Perante oito mil pessoas, o Papa Leão XIV celebrou, ao fim da tarde desta quarta-feira, uma missa no interior da Basílica da Sagrada Família, em Barcelona. A cerimónia religiosa precedeu um dos pontos altos da visita do sumo pontífice a Espanha: a inauguração e bênção da Torre de Jesus Cristo, a imponente torre geométrica com 172,5 metros de altura coroada por uma cruz em cerâmica de cinco andares, visível de qualquer ponto da capital catalã.
A cerimónia contou com a presença de centenas de figuras do clero e de milhares de fiéis e curiosos nas ruas de Barcelona. Uma moldura humana perante a qual Leão XIV inaugurou a estrutura, projectada por Antoni Gaudí, que torna a Sagrada Família a igreja mais alta do mundo.
“É a igreja mais alta do mundo não para ser destacada em classificações mundanas, mas para guiar os passos do povo de Deus”, disse o Papa na homilia.
A torre foi inaugurada com um espectáculo musical e luminoso que tirou partido da arquitectura da igreja, realçando o trabalho artístico que ali tem sido feito nos últimos 144 anos. Perto do fim, um enxame de drones desenhou no céu barcelonês a figura de Antoni Gaudí, que pareceu aprovar a obra agora realizada. Depois, os aparelhos desenharam a frase “primeiro o amor, depois a técnica”, atribuída ao arquitecto, antes de um espectáculo de fogo-de-artifício.
A cerimónia coincidiu com o centésimo aniversário da morte do arquitecto modernista catalão, católico devoto nascido em 1852 que dedicou mais de quatro décadas ao projecto da Sagrada Família, desde 1883 até à morte, a 10 de Junho de 1926. A inauguração contou com a presença de responsáveis políticos catalães, assim como do presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, e dos reis de Espanha, Felipe VI e Letizia.
A Sagrada Família continua em obras, faltando construir aquela que será a sua fachada principal, a da Glória.
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