Lee “Scratch” Perry a grafitar nas paredes frases como “NKishi is God”. Lee “Scratch” Perry a vaguear pelo estúdio, a absorver as energias do local e a canalizá-las em canto de frase livre, onomatopeias, evocações de Krishna, de Shiva, lamentos pelos que foram antes dele, do Bob Marley que produziu Coxsone Dodd, seu primeiro mentor. “Scratch” Perry, enquanto fazia tudo isso, a ser seguido por técnicos que dispunham microfones no sítio certo para que nada se perdesse da sua voz, dos seus versos, da sua presença. “Scratch” Perry a ser acompanhado por Jan St. Werner e Andi Toma, ou seja, os Mouse On Mars, pelo baterista/percussionista colaborador do reverenciado duo alemão da música electrónica, Dodo NKishi — foi ele que Perry imortalizou enquanto Deus nas paredes do estúdio –, e pelos músicos convidados que iam entrando e saindo do estúdio.
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