Lewis Hamilton (Ferrari) quebrou este domingo, no Grande Prémio da Catalunha, sétima prova do Mundial de Fórmula 1, um jejum de quase dois anos, vencendo de novo depois de ter alcançado o último triunfo no Grande Prémio da Bélgica de 2024.
Na altura, Hamilton beneficiou da desqualificação do então companheiro de equipa George Russell (Mercedes). Agora, o inglês surpreendeu com uma estratégia que contou com dois factores decisivos: a luta entre Russell e o companheiro e líder do Mundial Kimi Antonelli, e o abandono de Fernando Alonso (Aston Martin).
O espanhol provocou a entrada na equação de um safety car virtual, momento aproveitado por Hamilton para fazer a última paragem nas boxes, garantindo uma ponta final com pneus mais frescos.
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Hamilton tinha apostado num arranque com pneus médios, na tentativa de ganhar a frente da corrida no arranque, depois de ter falhado a sétima pole position em Barcelona, que Russell garantiu.
Sem o arranque “canhão” das primeiras cinco corridas, a Ferrari não conseguiu tirar partido dessa aposta, vendo-se forçada a antecipar a primeira paragem para montar pneus duros no monolugar de Hamilton.
Duelo atrasa Mercedes
Os Mercedes aproveitavam, mas acabaram por cair numa armadilha que resultou em pleno para a táctica de Hamilton, já que Kimi não hesitou na hora de atacar o companheiro, o que fez a dupla perder tempo muito rapidamente para Hamilton, que, com o safety car virtual, parou pela terceira vez para colocar pneus médios.
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Hamilton retomou a corrida na liderança, quase dois segundos à frente de Russell, que tinha realizado a segunda paragem instantes antes do episódio de Alonso.
O ritmo do Ferrari de Hamilton não deixava dúvidas quanto à liderança da corrida, pelo que a luta pelo triunfo deixou de ser hipótese para a Mercedes.
O final reservou apenas o duelo de Russell e Antonelli, com o italiano a passar para a frente nas últimas cinco voltas. Mas o líder do Mundial tinha reservado um contratempo, tendo sido obrigado a desistir, traído pelo Mercedes, deixando Russell na vice-liderança.
Kimi, Fred and Max salute Lewis’ win ??#F1 #BarcelonaGP pic.twitter.com/CmxQjv8tso
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Com novo safety car virtual a duas voltas do fim, Russell viu uma oportunidade para ir à procura de Hamilton e de um final inesperado. Mas a bandeirada do campeoníssimo Novak Djokovic, tenista com mais Grand Slams da história, estava mesmo reservada para Lewis Hamilton, que ganhou 25 pontos a Antonelli, reduzindo para 41 pontos a distância para a liderança.
Num pódio integralmente inglês, o que não acontecia há 58 anos, com Hamilton, Russell e o campeão Mundial Lando Norris (McLaren), o heptacampeão Mundial garantiu a primeira vitória (já tinha vencido uma sprint race em 2025, na China) ao volante de um Ferrari, tornando-se no 40.º a consegui-lo, ampliando para 106 o recorde de vitórias na carreira, tornando-se no primeiro a vencer com a McLaren, a Mercedes e a Ferrari.
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