Klopp e o jogo de Cabo Verde: “A primeira parte mais interessante do Mundial”

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Jurgen Klopp está fora do activo e longe dos holofotes desde que deixou, por vontade própria, o comando técnico do Liverpool no final da temporada de 2023/24, mas as suas opiniões sobre o que tem visto neste Campeonato do Mundo têm originado polémica. A mais recente foi a sua análise ao jogo entre Espanha e Cabo Verde, que terminou com um empate a zero. Na análise do germânico, assistiu-se à “primeira parte mais interessante do Mundial”.

Segundo Klopp, o desempenho de Cabo Verde surpreendeu todos aqueles que esperavam uma vitória tranquila dos espanhóis sobre uma selecção que fazia o seu primeiro jogo num Campeonato do Mundo.

Actualmente comentador na estação televisiva MagentaTV ao lado de Thomas Müller, antigo jogador do Bayern Munique, Klopp destacou a forma como Cabo Verde jogou frente aos campeões da Europa, considerando que protagonizou uma das actuações mais interessantes do torneio até ao momento, realçando a eficiência do sistema defensivo cabo-verdiano.

“Esta foi a primeira parte mais interessante do Mundial. Cabo Verde está a jogar com uma mentalidade defensiva muito compacta, realmente impressionante de se ver. Muitas pessoas esperavam que a Espanha venceria facilmente e marcaria muitos golos, mas o futebol não funciona assim, especialmente numa competição como esta. Todas as equipas têm potencial e o objectivo de vencer”, analisou Klopp.

O antigo treinador dos “reds” sublinhou o facto de o Mundial nivelar todas as selecções e reduzir a diferença entre favoritos e não favoritos.

“Continuo a ser um idiota”

Klopp tem sido alvo de críticas pelo estilo descontraído que tem adoptado nos seus comentários televisivos, mas que alguns consideram leviano. Um dos mais polémicos teve a ver com Julian Nagelsmann, a quem se referiu como “o ainda seleccionador alemão”. Lothar Matthaus qualificou esta declaração de Klopp como “frívola e muito pouco reflectida” na sua coluna na Sky, enquanto outro ex-internacional alemão, Bastian Schweinsteiger declarou que Klopp não tinha razões para fazer um comentário daqueles: “Não tinha razão e fez bem em pedir desculpa.” E, de facto, Klopp teve que fazer marcha atrás no que disse, mas também de forma pouco comum: “Dei-me conta que estou quase a fazer 59 anos e continua a ser um idiota.

As críticas de Klopp também já chegaram às pausas para hidratação adoptadas durante os jogos deste Mundial e que, segundo ele, servem apenas para favorecer interesses comerciais, prejudicando o ritmo das partidas.

“O futebol está refém de dirigentes fechados em gabinetes com ar-condicionado. Estas supostas pausas para hidratação foram-nos vendidas como uma forma de contribuir para o bem-estar dos jogadores, mas não é mais do que uma janela dourada para os patrocinadores. A quem realmente serve o Campeonato do Mundo? Aos adeptos, aos jogadores ou aos anunciantes?”, criticou aos microfones da ZDF.

E nem o jogo de abertura da competição, entre o México e a África do Sul, escapou à acidez de Klopp: “Nenhuma das equipas jogou bem. Não foi um jogo de primeira categoria”, qualificou Klopp sobre o triunfo de 2-0 do México sobre a África do Sul.

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