A UGT considera que a rejeição do pacote laboral do Governo, nesta sexta-feira no Parlamento, é uma vitória para o movimento sindical e para os trabalhadores. Numa nota enviada às redacções, a central sindical entende ainda que se trata de “uma vitória para aqueles que durante as negociações, durante a greve geral de 11 de Dezembro e em todos os momentos de luta se mantiveram unidos e mostraram aos actores políticos que a rejeição desta via era a única solução”.
A proposta de lei foi rejeitada com os votos contra do Chega, do PS, Livre, PCP, Bloco, PAN e JPP, apesar dos votos favoráveis do PSD e do CDS-PP, que apoiam o Governo, assim como da IL.
“A UGT saúda a rejeição da reforma laboral do Governo na Assembleia da República e todos os partidos que contra ela se posicionaram”, começa por referir a central sindical liderada por Mário Mourão.
“Esta era uma reforma que visava reforçar o poder e a discricionariedade do empregador, que cortava direitos, que fragilizava trabalhadores, famílias e sindicatos. Uma reforma que desregulava horários, que fomentava a precariedade, que atacava a negociação colectiva e a greve. Uma reforma que atentava contra a dignidade do trabalho e contra a Constituição”, argumenta, acrescentando que também “não respondia aos problemas reais do país”.
“Esta é uma vitória para o movimento sindical”, insiste a UGT.
Mal o Governo apresentou a sua proposta, em Julho de 2025, esta central sindical deu o seu “rotundo não” às mudanças em cima da mesa. E embora se tenha mantido nas negociações com o Governo e os patrões até ao final do processo, juntou-se à CGTP na greve geral de 11 de Dezembro. Mais recentemente, na greve de 3 de Junho, optou por não aderir, mas alguns dos seus sindicatos apelaram à participação na greve.
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