O fotógrafo que abrandou o tempo para retratar a nossa diversidade

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Num mundo em constante aceleração, Nuno Marcelino queria abrandar. Em 2009, inscreveu-se no Instituto Português de Fotografia de Lisboa com o desejo de se dedicar ao analógico, mas o curso eliminaria essa vertente precisamente no seu primeiro ano lectivo. Longe do fascínio que o levara à escola, aprendeu a dominar o digital sem esquecer o seu desígnio: criar objectos e não ficheiros. Em pesquisas online, encontrou o trabalho de um americano que utilizava a técnica do colódio húmido, criada no século XIX. E o maravilhamento instalou-se: tinha de aprender aquilo. Uma década depois, fotografou mais de quatro mil pessoas de 38 nacionalidades e leva agora parte desse acervo ao Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR), numa exposição onde presente e passado dialogam.

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