Christian Duerckheim sabe que para esta nova geração está hoje tudo em risco

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São raras as entrevistas dadas por Christian Duerckheim. Mas o banqueiro e empresário alemão, de 82 anos, que depositou uma parte da sua colecção de arte no Museu de Serralves, acedeu a dar uma ao PÚBLICO e está na capa do Ípsilon desta sexta-feira. “Para esta nova geração está hoje tudo em risco. É preciso dizer-lhes que tenham cuidado, que não acreditem em tudo o que vêem ou ouvem”, afirma Christian Duerckheim.

Ele tenta dizê-lo através da sua colecção, que não é apenas um extraordinário conjunto de arte contemporânea, mas a tentativa de articular visualmente uma ideia, escreve o jornalista Luís Miguel Queirós que conversou com o coleccionador sobre a exposição Vexation of Spirit, inaugurada no mês passado no Porto.

Uma colecção que impressiona com o seu retrato da sociedade e do mundo como escreve neste dossier a crítica Constança Babo. 

Christian Duerckheim era muito novo quando começou a comprar arte alemã do pós-guerra. Depois entusiasmou-se com Damien Hirst e os Young British Artists. A colecção que reuniu, agora exposta em Serralves, é um aviso contra as promessas do populismo. A fechar esta entrevista, o coleccionador alemão resume em três palavras (inglesas) o que, por interpostas obras, quis dizer aos mais jovens: “Don’t believe it!”

Ler a entrevista no Ípsilon : “Aprendi a olhar para aquilo em que os outros não reparam”´, por Luís Miguel Queirós

Ler a crítica à exposição Vexation of Spirit: frustrações, medos e ansiedades na arte contemporânea, pela crítica de artes plásticas Constança Babo. 

Valter Hugo Mãe: “A tragédia tem de ser debatida e evidenciada, mas precisamos de rir dela”

(Fotografia de Rui Gaudêncio)

Valter Hugo Mãe assinala 30 anos de percurso literário com um romance e o início de uma nova tetralogia que designou por “Crimes e Vindouros”. Recorrendo à fantasia e ao humor, O Século dos Imbecis indaga os crimes que este tempo deixará aos vindouros. “Andamos fascinados com a regressão a uma certa infantilidade”, lamentou o escritor nesta conversa com o jornalista Luís Ricardo Duarte. 

Ler a entrevista na íntegra no Ípsilon: “Andamos fascinados com a regressão a uma certa infantilidade”, por Luís Ricardo Duarte que também fez a recensão deste romance

Aquilo que Joana Craveiro viu e escutou na Palestina

Juntando as muitas horas de filmagem recolhidas em três viagens à Palestina, Exercício de Montagem, desde quinta-feira a 28 de Junho, no CCB, conta a ocupação e relata a resistência. Para mostrar aquilo que não costuma ser visto.  Ler no Ípsilon o texto do jornalista e crítico Gonçalo Frota. 

Fake news e desejos reprimidos por Nelson Rodrigues, “anjo pornográfico” do teatro brasileiro

O Beijo no Asfalto, encenação de Tónan Quito da peça icónica de Nelson Rodrigues, estreia-se no Teatro São João, seguindo depois para Almada. O elenco é composto por brasileiros a viver em Portugal.​ Ler no Ípsilon a reportagem da jornalista Mariana Duarte. 

Sónia Baptista cavalga os seus temas: o poder, o questionamento, a dominação

Anita a Cavalo e As Viagens de Gulliver foram leituras importantes para a autora desenvolver a sua admiração pelos equídeos. Em A Cavalo, no São Luiz, os animais servem para questionar os humanos.​ Ler o artigo de Gonçalo Frota no Ípsilon

Também neste Ípsilon:

— Cinema: críticas a Hokum, a Maldição Oculta; O Que É o Amor?; Magalhães; Cinco Segundos; Duas Vezes João Liberada e A Morte de Robin Hood e Toy Story 5

TelevisãoA temporada em que House of the Dragon parece mais A Guerra dos Tronos, pela jornalista Joana Amaral Cardoso

— Música: novos discos de Marisa Anderson e da fadista Silvana Peres

— Livros: Tarântula, de Eduardo Halfon

-Crónicas: Nuno Pacheco, António Guerreiro, Ana Cristina Leonardo

Boas leituras!

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