
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, deixou ontem claro que as pausas obrigatórias para hidratação no Mundial 2026, muito criticadas por alguns seleccionadores (como Marcelo Bielsa e Thomas Tuchel) e jogadores (como Van Dijk ou Tielemans), foram adoptadas exclusivamente devido à temperatura elevada, rejeitando que tenham
“A razão pela qual existem estas pausas é, claramente, o calor”, sustentou Infantino, em entrevista à agência noticiosa espanhola EFE, observando que “num Mundial em que se disputam oito jogos em 39 dias é importante fazer pausas para descansar um pouco” durante as partidas.
O organismo que gere o futebol mundial determinou a obrigatoriedade de uma pausa em cada uma das partes dos encontros, com a duração de três minutos, para permitir a hidratação dos futebolistas, devido à temperatura elevada que se regista em algumas cidades-sede do Mundial 2026, cuja fase final se realiza nos Estados Unidos, no México e no Canadá.
“A FIFA não ganha absolutamente nada com isto. Todos os contratos [publicitários] estavam assinados antes de ser tomada esta decisão, pelo que não se trata de uma questão económica, mas exclusivamente desportiva”, reforçou o presidente do organismo regulador do futebol mundial.
Vários treinadores e jogadores criticaram publicamente a imposição da FIFA, alegando que as pausas para hidratação quebram o ritmo dos jogos e são obrigatórias mesmo em encontros disputados com temperatura amena, mas Infantino assinalou que isso acontece para proporcionar “condições iguais para todos”.
“É muito difícil aceitar que um treinador possa ter a possibilidade de influenciar o decurso de uma partida, corrigindo algo porque existe uma pausa devido ao calor intenso, e outro treinador não tenha a mesma possibilidade, apenas porque está um pouco menos calor. É por isso que as pausas existem em todos os jogos”, justificou.
O Mundial 2026, o primeiro alargado a 48 selecções, realiza-se entre 11 de Junho e 19 de Julho, nos Estados Unidos, no México e no Canadá. Portugal está a disputar a fase final, tendo ficado integrado no Grupo K, em conjunto com a Colômbia, República Democrática do Congo e Uzbequistão.
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