1. Cavaco Silva é o mais famoso mal-amado da política portuguesa. De certa forma, compreende-se porquê. Desde logo, ao contrário de Marcelo, por exemplo, nunca fez muito por ser amado. Depois, porque o homem que raramente se engana e que nunca tem dúvidas não poucas vezes se exprime com inegáveis altivez e arrogância. O tom paternalista pode irritar, concedo. Sendo que a tudo isto acresce que, para a esquerda, Cavaco representa o político de direita com mais longevidade e sucesso político dos últimos 50 anos. Com a “agravante” de que é difícil defini-lo como um neoliberal furioso ou como suspeito por ter qualquer tipo de simpatias pela direita iliberal tão em voga nos dias de hoje. Nada disto deveria impedir, no entanto, que se reconhecesse o óbvio: Cavaco foi, senão o melhor (concedo que a atribuição desse epíteto será sempre ideologicamente enformada), seguramente o mais reformista de todos os primeiros-ministros da nossa história democrática e aquele que deixou uma marca de modernização económica mais profunda na história do país.
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