Nos tempos da Inquisição, bastava uma denúncia anónima para lançar alguém na cadeia, com confiscação imediata dos seus bens (um excelente incentivo para falsas acusações) e o recurso à tortura para arrancar confissões, que muitas vezes surgiam por não se aguentar o suplício. Em boa parte dos casos, a vítima nem sequer sabia do que estava a ser acusada: atribuíam-lhe crimes vagos e abstractos, como heresia ou práticas contrárias à fé, e ela ignorava o que fizera em concreto para merecer estar ali. Competia ao acusado demonstrar a sua inocência, e bastava uma contradição, ou a ignorância de um qualquer detalhe teológico, para ser condenado. Não conhecia os factos. Não conhecia as testemunhas. Nem sequer conhecia as provas.
O contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue – nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.
Disclaimer : This story is auto aggregated by a computer programme and has not been created or edited by DOWNTHENEWS. Publisher: feeds.feedburner.com



