Marco António ainda tem bem vivas na memória as imagens da destruição que as cheias de 2003 provocaram na sua sapataria. “O vidro rebentou e os sapatos saíram para fora e andaram a boiar pela rua”, recorda o comerciante que está instalado há 23 anos na Rua Vasco da Gama, na baixa da cidade de Águeda. “Era sempre a primeira rua a apanhar com a água”, testemunha, usando o pretérito imperfeito com alguma segurança. “Se houve altura em que deu para pôr à prova o sistema [de drenagem] foi agora. Com tanta chuva e com o rio subir, escapámos às inundações”, acrescenta o lojista que, tal como outros comerciantes da baixa da cidade, tem um historial marcado por avultados prejuízos. “Como o seguro só cobre o que está destruído dentro da loja, nesse ano, assim como num outro em que voltei a ter os sapatos a sair com a força da água, tive que assumir eu essas perdas”, relata o lojista que hoje já pode “dormir descansado”.
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