O presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, manifestou esta terça-feira satisfação pelo esforço de consenso por parte da UGT, para que seja alcançado um acordo sobre as alterações à lei laboral.
“Acho que os avanços que possam levar a um consenso nessa matéria, aliás, eu já tinha também apelado a essa realidade, tal como o senhor Presidente da República também apelou, é positivo”, afirmou o presidente do Parlamento.
José Pedro Aguiar-Branco, que falava aos jornalistas à margem da sessão distrital do “Parlamento dos Jovens” do ensino secundário, no distrito de Viana do Castelo, acrescentou que “também é positivo ter uma reforma” nesta área.
“Nós fomos eleitos, quando digo nós, todos os portugueses que votaram nas legislativas, votaram para que as coisas também mudassem, para não ficar tudo na mesma. É assim que os portugueses, quando expressam a sua vontade em eleições, expressam no sentido de que as coisas não fiquem na mesma, que haja reformas que permitam melhor qualidade para o desenvolvimento económico e social”, destacou.
O presidente da Assembleia da República salientou que o consenso em torno da lei laboral vai permitir “a viabilização de uma reforma, para que também essa reforma faça e proceda a avanços numa matéria tão importante como a matéria laboral”.
“Acho que todos temos de ficar satisfeitos”, disse, escusando-se a comentar o afastamento da CGTP das negociações por não se querer “pronunciar sobre matérias de natureza mais política”.
Na segunda-feira, o secretário-geral da UGT disse, no final da “reunião número 50” no âmbito da discussão das alterações à lei laboral, que houve “um esforço no sentido de aproximação” e que sentiu uma “atitude diferente” na postura negocial dos restantes parceiros e do Governo.
“Estivemos a analisar os pontos mais fracturantes. Aqueles que ficaram para o último. (…) Houve avanços que nos permitem dizer que estamos num patamar diferente”, resumiu Mário Mourão, escusando-se a detalhar quais e referindo que a central sindical vai “avaliar todas as propostas” e na próxima reunião “dará a sua posição” sobre as mesmas.
A UGT “continuará a fazer o esforço de consenso, desde que haja vontade. E isso hoje ficou demonstrado. Desde que haja vontade de todas as partes”, reiterou. Segundo o secretário-geral, este ainda não é o “momento” para se antecipar se há ou não acordo, dado que ainda há “pedra para partir”.
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