Air France-KLM é a primeira a entrar na corrida pela compra da TAP

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A companhia aérea Air France-KLM está oficialmente na corrida pela TAP com uma oferta de compra. A proposta não vinculativa foi entregue esta quinta-feira, 2 de Abril, segundo anunciou o grupo francês em comunicado. É a primeira interessada na empresa portuguesa a fazê-lo, assegurando a manutenção do centro operacional (hub) de Lisboa e garantindo que tem experiência em ser parceira de Estados na estrutura accionista.

A TAP está em processo de privatização e o Governo fixou este dia 2 de Abril como o último para a apresentação de propostas não vinculativas para ficar com uma parcela minoritária da empresa (são não vinculativa porque podem ainda ser alteradas ou retiradas).

O grupo francês é o primeiro a fazê-lo, sendo que o executivo liderado por Luís Montenegro espera receber também ofertas da Lufthansa e da IAG (grupo que reúne a Iberia e British Airways). Porém, se o grupo alemão garantiu já que o ia fazer, o britânico ainda não – o processo iniciou-se numa altura de acalmia, mas entretanto há uma guerra no mundo com forte impacto nos combustíveis, elemento essencial para a aviação.

Hub e parceria estatal são argumentos

No comunicado que publicou, a Air France tenta mostrar as vantagens da sua escolha e esforça-se para mostrar que não colocará em risco o centro de operações (hub) de Lisboa, que é uma das principais preocupações dos partidos políticos que se opõem à venda.

“Graças ao seu posicionamento geográfico, Lisboa tornar-se-á no único hub do sul da Europa do grupo, oferecendo uma extensa conectividade às Américas – incluindo o Brasil, um mercado-chave tanto para a TAP como para a Air France-KLM – e a África”, diz o comunicado.

Neste momento, os centros operacionais do grupo, que opera com as marcas Air France, KLM e a companhia de baixo custo Transavia, são três: Paris-Charles de Gaulle, Paris-Orly e Amesterdão-Schiphol. A Air France-KLM promete que Lisboa terá centralidade.

O grupo acredita que há complementaridade entre a empresa portuguesa e a Air France/KLM. “A TAP tem a estrutura adequada para a estratégia de múltiplos centros operacionais da Air France-KLM, e a nossa ambição é fortalecer as operações em Lisboa ao mesmo tempo que desenvolver a conectividade noutras cidades no país, como o Porto”, surge citado no comunicado Benjamin Smith, o presidente executivo do grupo que reúne as duas maiores companhias aéreas de França e dos Países Baixos, respectivamente.

Há promessas de manutenção da “herança portuguesa”, salvaguardando a ligação à “diáspora portuguesa” (algo que é exigido pelo executivo). Também é prometida uma “integração suave” no grupo que conta com 88 mil trabalhadores e 580 aeronaves. A TAP tem 99 unidades na frota e emprega cerca de nove mil profissionais.

A fase de privatização que está em curso é para a aquisição de 44,9% do capital da TAP. Há ainda uma fatia de 5% destinada aos trabalhadores que, se não for comprada, pode ficar para o comprador. Seja como for, o Estado continuará a ser maioritário. “A Air France-KLM tem uma alargada experiência em trabalhar ao lado de accionistas estatais e vê essas parcerias como uma prova da importância estratégica da aviação para os países”, argumenta o grupo.

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