O tribunal administrativo de Colónia suspendeu temporariamente a classificação do partido Alternativa para a Alemanha (AfD) como extremista e um perigo para a Constituição da Alemanha, ou seja, para a democracia do país, quase um ano depois de a secreta interna ter anunciado essa classificação e o partido a ter imediatamente desafiado.
No entanto, trata-se de uma suspensão até que haja um veredicto final sobre a classificação do partido pelo Gabinete para a Protecção da Constituição (BfV), os serviços de informação interna.
O BfV declarou, em Maio de 2025, num relatório de cerca de mil páginas, que o objectivo da AfD é excluir certos grupos de uma participação igual na sociedade, por exemplo “cidadãos alemães com um historial de migração de países predominantemente muçulmanos”.
“O conceito de população que prevalece no partido, baseado na etnia e na ascendência, não é compatível com a ordem democrática livre básica”, declarou o BfV.
A agência já há muito classificava a AfD como um caso “suspeito” de extremismo, e várias organizações (a sua juventude e três ramos locais) como confirmadamente extremistas, e com ligações a grupos violentos.
A classificação de um partido como extremista implica que possa ser vigiado pelo BfV, cuja vigilância vai desde a alguns grupos de extrema-esquerda até ao partido de extrema-direita NPD, passando pela Igreja da Cientologia, podendo também ter informadores nesses grupos (foi, aliás, por causa disso que uma tentativa de ilegalizar o partido de extrema-direita NPD falhou – o tribunal considerou que os informadores poderiam ter influenciado o rumo do partido, já que alguns tinham ascendido a dirigentes).
A decisão acontece numa altura em que o partido está em segundo lugar nas sondagens a nível nacional, com uma diferença de um par de pontos percentuais em relação à CDU, e quando o país terá, este ano, várias eleições em estados federados, em dois dos quais a AfD está à frente, incluindo num, a Saxónia-Anhalt, com valores perto de uma maioria absoluta, o que poderia permitir-lhe conquistar um estado federado pela primeira vez (o cordão sanitário que impede acordos dos outros partidos com a AfD vigora a nível nacional e dos estados, embora já não a nível local).
O partido está entretanto envolvido num escândalo de familiares de membros trabalharem para outros membros da AfD, começando com cinco familiares de um deputado do parlamento estadual da Saxónia-Anhalt. Com Reuters
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