José Valter Canastreiro morreu no sábado, 7 de Fevereiro, ao serviço da corporação de Bombeiros Voluntários de Campo Maior (no distrito de Portalegre), enquanto prestava serviços de apoio às comunidades afectadas pelo mau tempo. Ao PÚBLICO, fonte do posto territorial da GNR de Campo Maior – a vítima era também militar da GNR – descreve José Valter Canastreiro como alguém que “estava sempre disponível”, “trabalhador” e que “fazia a vida dele descansado, sem problemas”. O sentido de comunidade da vítima foi, aliás, destacado pelo presidente da autarquia, Luís Rosinha, que o descreveu às televisões como alguém “altruísta” e “um dos quadros mais competentes” daquele distrito, “extremamente experiente”.
O bombeiro e militar da GNR, que tinha 46 anos, deixa dois filhos menores, apurou o PÚBLICO, e uma comunidade a viver “momentos de grande consternação”, como referiu Luís Rosinha ao início da noite de sábado. No posto da GNR onde exercia funções, a morte de José Valter Canastreiro é sentida como “uma perda muito grande”. “Claro que custa, são muitos anos a trabalhar aqui com ele”, disse a mesma fonte ao PÚBLICO.
José Valter Canastreiro tinha prestado serviço no corpo de fuzileiros, uma unidade de Forças Especiais da Marinha Portuguesa, e era também mergulhador. De acordo com as declarações de Luís Rosinha, as circunstâncias da morte ainda estão a ser apuradas, mas estarão relacionadas com “uma grande corrente de água na zona onde o José fazia o seu trabalho de reconhecimento”. O corpo vai ser autopsiado, encontrando-se o cadáver na morgue do Hospital de Elvas, disse fonte do município à agência Lusa.
A Câmara de Campo Maior decretou três dias de luto municipal na sequência deste óbito, reconhecendo “aquilo que é a perda [de uma vida] no sentido da missão que o José Valter estava a fazer, porque estava a tentar ajudar os seus, como fez durante toda a vida”, sublinhou ainda o presidente do município no sábado.
O apoio psicológico já foi também disponibilizado tanto à família da vítima, como ao corpo de bombeiros, garantiu o autarca. “Campo Maior, neste momento, vive um momento trágico”, terminou.
Nas redes sociais as mensagens de condolências têm-se multiplicado, com a corporação de bombeiros onde era voluntário a destacar que “José Valter Cunha Canastreiro dedicou a sua vida à protecção de pessoas e bens, servindo a comunidade com coragem, profissionalismo e elevado sentido de missão”. “A sua entrega, disponibilidade e espírito de sacrifício permanecerão para sempre na memória de todos os que com ele tiveram o privilégio de trabalhar e conviver”, lê-se na mesma publicação.
O bombeiro foi sócio fundador do Grupo de Ecologia e Desportos de Aventura — GEDA, uma associação sem fins lucrativos sediada em Campo Maior, entidade que, também nas redes sociais, evidencia o “espírito de associação” da vítima: “José Valter Canastreiro, destemido e com espírito de missão, imprimiu nesta instituição parte da sua garra e irreverência nos primeiros anos da mesma.”
Trata-se, até ao momento, da 14.ª vítima mortal associada ao impacto das tempestades que há mais de uma semana assolam o território de Portugal continental.
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