Animal Crossing: New Horizons floresce na Switch 2

0
1

A premissa de Animal Crossing: New Horizons – Nintendo Switch 2 Edition mantém-se intacta face ao jogo original. O jogador instala-se numa ilha deserta e recebe a missão de a desenvolver. Pelo caminho, é necessário melhorar a paisagem, construir infra-estruturas, estudar a fauna e a flora, manter os habitantes satisfeitos e fazer crescer os negócios locais. Numa fase inicial, o progresso faz-se sobretudo através da exploração, utilização e capitalização dos recursos naturais da ilha — que variam consoante a ilha escolhida e a estação do ano, definida pela localização hemisférica seleccionada pelo jogador.

À medida que o grau de desenvolvimento aumenta, o foco desloca-se gradualmente para o aperfeiçoamento e a personalização. Aqui, a liberdade é praticamente total: de um retiro zen minimalista a uma ilha temática inspirada em Star Wars, as possibilidades só são limitadas pela imaginação — e pela paciência.

Existe ainda uma espécie de rede aberta de ilhas, onde os jogadores podem visitar os espaços uns dos outros. Cada ilha recebe uma classificação entre zero e cinco estrelas, funcionando como um indicador do seu “interesse turístico”. Contribuem para esta pontuação factores como o desenvolvimento dos negócios, a existência de atracções, o número de estruturas relevantes — pontes, vedações, mobiliário — e a diversidade de árvores, arbustos e flores. Para quem pensa que basta acumular objectos valiosos, convém saber que o júri de Animal Crossing é exigente e astuto: a disposição dos elementos no espaço também conta. Entulho, objectos largados ao acaso e até ervas daninhas por arrancar resultam em penalizações. Só ao atingir determinadas classificações é possível desbloquear novos acessos, ferramentas e, consequentemente, progredir.

Grande parte do sucesso duradouro de Animal Crossing reside na sua atmosfera profundamente tranquilizadora. A ligação constante à natureza e o foco numa vida simples — pesca, agricultura, artesanato, captura de insectos — fazem deste jogo um verdadeiro refúgio após dias longos e cansativos. Há uma qualidade quase viciante na sua cadência pausada e na liberdade gratificante que oferece ao jogador. É verdade que, pontualmente, o progresso pode estagnar e surgir alguma frustração. Mas, uma vez apanhado o ritmo, a sensação dominante é a de que nunca faltam coisas para fazer, construir ou melhorar.

Nesta nova edição, até doze pessoas podem jogar em conjunto na mesma ilha através de ligação online — mais quatro do que na versão original — ou até oito em ligação local. Os novos controlos de rato do comando Joy-Con 2 acrescentam maior precisão e intuitividade à componente decorativa. Há também melhorias visíveis ao nível gráfico e tempos de carregamento mais rápidos, ainda que discretos.

Animal Crossing: New Horizons – Nintendo Switch 2 Edition custa 64,99 euros, enquanto a actualização para quem já possui o jogo original tem um preço de 4,99 euros. Importa notar que tanto o jogo como a expansão são exclusivamente compatíveis com a Nintendo Switch 2.

No balanço final, esta actualização melhora a experiência, mas não acrescenta, propriamente, uma nova camada de magia ao universo de Animal Crossing. A expansão dificilmente será imperdível para a maioria dos jogadores, mas o jogo continua a ser altamente recomendável. A sua essência pacificadora — e incrivelmente viciante — permanece, felizmente, intacta.

Disclaimer : This story is auto aggregated by a computer programme and has not been created or edited by DOWNTHENEWS. Publisher: feeds.feedburner.com