António Marcos está em palco e o seu magnetismo tem pouca explicação. O palco do Café-Bar Gil Vicente, em Maputo, é de dimensões magras, pouco chão dado ao cantor para andar com os seus clássicos da marrabenta. À sua volta, teclados, guitarra, baixo e bateria acotovelam-se, os cabos dos instrumentos eléctricos rodeiam-no e armam-lhe uma armadilha para os movimentos, mas nem essa aparente falta de espaço menoriza o charme ou quebra o encanto deste cantor que faz o pequeno parecer enorme. Na sala suada e na noite peganhenta, a sua voz soa ainda mais quente e a dança no Gil Vicente acompanha a subida da temperatura. A figura de António Marcos, quase sem esforço, cativa os presentes com uma imagem onde se destacam as luvas brancas e a boina militar.
O contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue – nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.
Disclaimer : This story is auto aggregated by a computer programme and has not been created or edited by DOWNTHENEWS. Publisher: feeds.feedburner.com







