Artistas brasileiros da Brisa Galeria criam nova conexão entre Lisboa e Paris

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Depois de oito anos em Lisboa, onde abriram a Brisa Galeria, no Chiado, Daniel Mattar e Bebel Moraes querem expandir a sua arte. O casal carioca se mudou na semana passada para Paris, onde pretende inaugurar uma sucursal da Brisa. Ainda resolvendo a burocracia que a mudança de um país exige, Mattar conta que o espaço lisboeta continua aberto e que um novo será instalado na capital francesa. “Como artista, eu precisava de outras possibilidades. E já queríamos ter uma operação da Brisa em Paris, cidade onde nosso filho (o artista Gabriel Moraes) mora”, diz ele.

Mattar, artista plástico e fotógrafo, pretende que a Brisa parisiense não seja apenas “mais uma galeria no Marais”, um dos bairros mais charmosos da cidade, que é cercado de arte por todos os lados e ainda abriga o Centro Georges Pompidou, o Museu Picasso e o Museu Carnavalet.

“Ainda estamos procurando primeiro um lugar para montar o meu ateliê. Depois, vou atrás de um local que não seja aquela caixa de cubo branco, típico das galerias. Não será um formato tradicional”, explica. “Estamos na fase de costurar as ideais”, emenda.

O artista frisa que, assim como aconteceu em Lisboa, ele quer que seu novo projeto misture a comunidade brasileira que vive na França com artistas locais. “A Brisa virou um ponto de encontro no Chiado. Em Paris, quero fortalecer isso ainda mais. E com convidados, residentes”, diz.

Outros desafios

Em dezembro do ano passado, Mattar e Bebel levaram a Brisa — em formato de pop-up — pela primeira vez ao Rio de Janeiro, onde moravam antes de cruzar o Atlântico. “Foram quatro dias de exposição numa casa no Horto (na Zona Sul da cidade). Foi uma experiência muito boa, um sucesso de público”, assinala.

Sobre morar em território português, ele afirma que Portugal o acolheu de “forma maravilhosa”. “Viver e trabalhar em Portugal, para mim, foi um processo natural. Eu precisava desse deslocamento, precisava forcar numa atividade nova. No Brasil, eu e a Bebel não tínhamos uma galeria”, relembra. “E, volta e meia, estaremos em Lisboa. São apenas duas horas de voo de Paris a Lisboa”, calcula.

Ele sabe, porém, que Paris será um grande desafio. “É outra língua, é uma cidade maior, com uma vida mais agitada, mas há os dois lados da moeda. O fluxo de pessoas é maior também e a cena artística é muito fortalecida em Paris. É encontrar um equilíbrio”, afirma.

​O casal tem três filhos e trabalhava com moda e fotografia no Rio de Janeiro. Quando abriram a Brisa Galeria em Portugal, durante um ano, apenas exposições dos trabalhos de Mattar entravam na agenda.

Depois de um período de observação e adaptação, a Brisa Galeria começou a expor obras de outros artistas. “Quando encontramos o espaço onde funciona a Brisa, foi como realizar um sonho”, disse Bebel em entrevista ao PÚBLICO Brasil.

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