As camélias do Porto já têm roteiro turístico: há 21 locais “obrigatórios” para admirá-las

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A Câmara do Porto acaba de lançar um roteiro personalizável com “21 paragens obrigatórias” para quem aprecia camélias. E a Invicta está cheia delas. Não é à toa que ostenta o título “Cidade das Camélias” desde 1880.

A espécie botânica que veio do Oriente — em concreto da China, do Japão e da Coreia — ganhou um roteiro próprio no Plan Your Journey, a plataforma digital criada pelo pelouro do Turismo e Internacionalização do município, explica este, em comunicado. A ideia daquela plataforma é permitir que visitantes e locais possam “explorar a oferta menos conhecida da cidade, divida pelos oito quarteirões: Foz, Boavista, República, Universitário, Centro Histórico, Campanhã, Bonfim e Baixa.”

O Porto tem cerca de 375 variedades de camélias. Até tem uma camélia chamada Vinho do Porto, imagine-se. Portanto, as cameleiras já fazem parte da identidade da cidade e estão disseminadas por jardins privados, quintas, palacetes e espaços públicos. Apesar de as camélias estarem por todo o lado na cidade, nem os portuenses olham para elas como se fossem uma atracção. Donde, na óptica da Câmara do Porto, fazia sentido dar-lhes o protagonismo que merecem no roteiro turístico dedicado que foi agora lançado e está disponível em português, inglês, espanhol e francês.

“O novo roteiro das camélias propõe 21 paragens obrigatórias para apreciar a flor, entre elas a Quinta da Bonjóia, Quinta Villar D’Allen, Parque de São Roque, Jardim de São Lázaro, Parque de Serralves ou Cemitério do Prado do Repouso”, pode ler-se na nota enviada às redacções.

A camélia “foi introduzida no mundo Ocidental no século XVIII e em Portugal no século XIX”, recorda o município, e encontrou “o seu território de eleição” no Porto, onde de resto se realiza anualmente um grande evento, gratuito, dedicado a esta espécie botânica — este ano, a tradicional Exposição das Camélias será no Palácio da Bolsa, a 7 e 8 de Março.

O novo roteiro junta-se a outros roteiros no Porto, já existentes, como os percursos sugeridos em torno do artesanato, da cultura, da literatura, da arte urbana ou o dos “segredos do Caminho de Santiago”.

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