Autarcas servidos pelo hospital de Vila Franca de Xira querem levar encerramento das urgências ao Parlamento

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O presidente da Câmara de Vila Franca de Xira considerou esta segunda-feira “da maior gravidade” o eventual encerramento definitivo das urgências obstétricas do hospital local, adiantando que os cinco municípios servidos pela unidade vão contestar a decisão junto do Governo.

Em declarações à agência Lusa, Fernando Paulo Ferreira (PS) referiu que os municípios de Vila Franca de Xira, Azambuja, Alenquer, Arruda dos Vinhos e Benavente foram “surpreendidos” pela notícia do fecho das urgências obstétricas do Hospital de Vila Franca de Xira.

“Isto é uma notícia que, a ser verdade, é da maior gravidade e que põe a descoberto uma região vasta”, afirmou, salientando que a área de influência da unidade abrange cerca de 250 mil pessoas.

Segundo o autarca, qualquer deslocação para outra unidade hospitalar será “muito complicada”, principalmente para os concelhos de fora da Área Metropolitana de Lisboa e sobretudo numa altura em que existem estradas cortadas devido às recentes intempéries.

Nesse sentido, os cinco presidentes dos municípios abrangidos pelo Hospital de Vila de Vila Franca de Xira decidiram assinar um manifesto e enviar uma carta à ministra da Saúde a manifestar “repúdio por uma decisão que venha a significar o encerramento das urgências obstétricas definitiva” da unidade hospitalar.

Paralelamente, Fernando Paulo Ferreira adiantou que foi também lançada uma petição para que o tema seja discutido na Assembleia da República, envolvendo juntas de freguesias e comissões de utentes. “Nós temos um pedido de audiência, mas ainda não foi dado resposta”, lamentou. A Lusa questionou também o Ministério da Saúde mas ainda não obteve resposta.

O hospital de Vila Franca de Xira foi inaugurado em Março de 2013 para servir cerca de 250 mil habitantes dos concelhos de Alenquer, Arruda dos Vinhos, Azambuja, Benavente e Vila Franca de Xira. O equipamento funcionou em regime de parceria público-privada com o Grupo Mello Saúde até 2021, altura em que transitou para o modelo de entidade pública empresarial.

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