Autárquicas francesas: socialistas seguram Paris; extrema-direita falha eleição em Marselha

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Os resultados da segunda volta das eleições autárquicas francesas, realizadas este domingo, não trouxeram grandes mudanças nas principais corridas locais. Em Paris, as sondagens à boca das urnas dão uma vitória folgada para o candidato do Partido Socialista, Emmanuel Grégoire, sem dificuldades perante a antiga ministra conservadora Rachida Dati na corrida à Câmara Municipal de Paris.

Na capital francesa, a vitória de Grégoire reforça o domínio da esquerda na capital francesa, onde os socialistas estão no poder há 25 anos, supervisionando um projecto de renovação urbana ecológica que teve grande repercussão junto de muitos eleitores. Até aqui, Anne Hidalgo era a presidente da Câmara, tendo sido a primeira mulher eleita para o cargo, em 2014.

Embora envolvam temas e dinâmicas muito próprias das realidades locais, as autárquicas servem de barómetro para as eleições presidenciais que se avizinham, já em 2027. Em Marselha, a segunda volta deu também nova vitória para um candidato de esquerda em Marselha, onde Benoit Payan garantiu a reeleição perante o candidato de extrema-direita Fran Allisio, da União Nacional (RN).

O partido de Jordan Bardella tinha apontado a cidade do Sul do país, a segunda maior de França, como grande objectivo para as autárquicas, mas não esteve perto de ameaçar a renovação do mandato de Payan, numa clara derrota para o partido. As sondagens da Elabe para a BFM TV dão vitória para Payan com 56,3% dos votos.

Em Toulon, a candidata de centro-direita Josée Massi também bateu, com 53,5%, a candidata de extrema-direita Laure Lavalette, que não vai além dos 46,5%, de acordo com outra sondagem da Elabe para a BFM TV.

No entanto, em Nice, Éric Ciotti, o rosto da coligação de direita UDR, aliada da extrema-direita, conseguiu a vitória. Na quinta maior cidade o país, Ciotti bateu Christian Estrosi, candidato de centro-direita.

A medição de temperatura para as presidenciais também se fez a norte, em Le Havre, onde Édouard Philippe, antigo primeiro-ministro entre 2017 e 2020, foi reeleito presidente da Câmara com um resultado acima das expectativas. O fundador e líder do partido de centro-direita Horizons viu assim reforçado o seu estatuto de candidato à sucessão de Emmanuel Macron no Palácio do Eliseu, corrida para a qual é apontado.

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