Aveiro Cult completa seis anos e abre portas para artistas amadores e profissionais

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O projeto Aveiro Cult comemorará seis anos neste sábado, 28 de março, com mais uma edição do Open Mic, em que artistas, famosos ou não, profissionais ou amadores, podem soltar a voz ou se apresentar tocando algum instrumento musical. “Será uma noite de partilha, criatividade e muita energia para celebrar mais um ano de cultura, encontros e comunidade”, diz Mariana Carneiro, 41 anos, idealizadora do projeto, que, nos palcos, assume o nome artístico de Mari Boop.

Há oito anos morando em Portugal, a paraibana de João Pessoa criou inicialmente o Aveiro Cult para ser um instrumento de informação sobre eventos para crianças na região de Aveiro, onde ela, o marido, Renato Galotti, que é músico, e o filho se estabeleceram. “Tinha um projeto semelhante em João Pessoa, que mantinha as pessoas sempre informadas, e o resultado era muito bom”, conta Mariana.

De início, acrescenta ela, a ideia era replicar o modelo em Portugal. “Mas enfrentei muita dificuldade para levar o projeto adiante, pois não é cultura do país promover tantos eventos para crianças, pois as pessoas gostam de fazer muita coisa em casa. Então, fomos ampliando as informações para outras atividades, sempre na área cultural. O objetivo foi divulgar os eventos que aconteciam na região, pois muita gente, quando descobria algo, já tinha ocorrido”, lembra.

Hoje, o Aveiro Cult vai além da divulgação de eventos, pois passou a promovê-los, sempre com o intuito de estimular a manifestação musical. “O mundo artístico sempre esteve na minha vida. Sou cantora, meu marido é músico. Então, para nós, é muito importante apoiar talentos, dar oportunidades para que se expressem. Esse é o Open Mic — o microfone aberto a todos”, complementa a brasileira que, quando desembarcou em terras lusitanas, estava disposta a exercer qualquer atividade profissional até que pudesse se encaixar no seu métier.

Brasileiros e muitos mais

O que mais alegra Mariana é que muita gente boa do mundo da música tem surgido nessas apresentações. “Há pessoas que, depois que se apresentaram no Open Mic, passaram a viver só de música. Há aqueles que fecharam contratos para apresentações nas casas em que realizamos nossos eventos”, destaca. Ela ressalta, ainda, que os participantes não se restringem a brasileiros. “Sim, eles são mais numerosos, mas artistas de várias nacionalidades já passaram pelos nossos palcos, inclusive, portugueses”, assinala.

A paraibana conta que, a cada Open Mic, que costuma ser mensal e itinerante — de início, se concentrava na cidade de Aveiro —, pelo menos 15 artistas se apresentam. Normalmente, cada um pode interpretar até quatro músicas. Tudo depende do dia e da reação da plateia. “Sempre indicamos que o artista venha com pelo menos quatro canções, pois podem apresentar duas numa primeira etapa e mais duas numa segunda”, explica.

As inscrições para o Open Mic, segundo a brasileira, são gratuitas, assim como a entrada para os espetáculos. No evento deste sábado, os artistas, que terão alguns instrumentos à disposição para se apresentar, subirão ao palco do Hard Bar — Gafanha da Nazaré a partir das 22h30. “Sabemos que a música une. Nosso objetivo é que as apresentações sejam sempre um local de encontro. Inclusive, vários músicos que participaram do Open Mic se conheceram nos palcos e passaram a trabalhar juntos”, afirma.

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