Benfica perde com Real e vai precisar de um pequeno milagre em Madrid

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O Benfica perdeu (0-1) esta terça-feira na recepção ao Real Madrid, na primeira mão do play-off da Liga dos Campeões, complicando a missão de chegar aos oitavos-de-final da competição. Um golo de Vinícius Júnior (50′) garantiu a desforra dos espanhóis, depois da derrota (4-2) sofrida na Luz na última ronda da fase de Liga.

O Real Madrid livrou-se das inseguranças desse confronto e até de alguma sobranceria, para ganhar importante vantagem na eliminatória, numa noite manchada por acusações de racismo que levaram à interrupção da partida.

Antes, foi um Benfica impositivo, à imagem do que há três semanas rendeu o Real Madrid, o que iniciou o encontro da primeira mão deste play-off, explorando o medo cénico temporariamente transferido do Bernabéu para a Luz.

Entre a óbvia sede de vingança, desvalorizada por Arbeloa, e o desejo de descomplicar a recepção ao Benfica no Bernabéu, no próximo dia 25, o 4x4x2 do Real Madrid (sem Asencio, Rodrygo ou Bellingham) procurava um compromisso de equilíbrio que a equipa espanhola projectou com maior nitidez depois de a “águia” ter exibido uma envergadura que não teve correspondência no ataque à baliza.

O momento verdadeiramente mais ameaçador para o “gigante” Thibaut Courtois surgiu num disparo venenoso de Aursnes, a meio da primeira parte, já depois de Prestianni ter deixado um par de avisos, a que o Real Madrid respondeu por Mbappé, Güler e Vinícius, a sacudirem a poeira das luvas de Trubin.

O efeito Rafa diluía-se à medida que os “merengues” normalizavam a pulsação e, sem surpresa, o jogo entrava na dimensão que o próprio José Mourinho antecipara quando disse para os adeptos esquecerem a noite de glória de Trubin.

Do Trubin cabeceador, sublinhe-se. Até porque esta espécie de desforra não assentava nos mesmos moldes, em que a chave estava na arte e capacidade de gerir uma eliminatória a duas mãos.

E isso alterava a geografia da partida, em que o Benfica precisava de ganhar uma vantagem (nem que pela margem mínima) para depois defender em Madrid. Estratégia que exigia fôlego, perícia e frieza, algo que o Real Madrid foi aprimorando e que por muito pouco não rendeu pelo menos um golo antes do intervalo.

O Benfica foi perdendo iniciativa à medida que a distância para a baliza do Real Madrid evoluía para uma espécie de visão de túnel. Um cenário cheio de alçapões, com o perigo à espreita em cada incursão de Mbappé e companhia a que Trubin foi respondendo para garantir o nulo na primeira parte.

Vinícius deixa Luz em choque

No regresso das cabinas, o Benfica fez prova de vida, recuperando o ímpeto inicial. Mas Vinícius Júnior puxou dos “galões” para honrar o “poetinha” Vinícius de Moraes e produzir um soneto que não merecia o espectáculo que se seguiu.

A turbulência ameaçou o show, encravou o relógio durante 10 minutos e deixou a Luz em ebulição face às acusações de racismo que o internacional brasileiro não calou, com Prestianni no centro das atenções. Nada que as imagens televisivas pudessem esclarecer, pelo que o jogo foi retomado.

O Real Madrid estava definitivamente por cima e, desta feita, com Arbeloa ciente das exigências de um play-off, como Schjelderup, figura do jogo que impediu os “merengues” de terem viajado em executiva directamente para os oitavos-de-final, provou num rasgo que obrigou Courtois a usar todos centímetros da luva.

Mourinho apelava a Ríos e Sudakov, prescindindo de Rafa e Schjelderup, na esperança de virar o jogo nos 15 minutos que restavam. Período que nada alterou de substancial, com o Real Madrid a segurar a vantagem e a dar um passo seguro na Champions.

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