Benfica ultrapassa AFS pela esquerda à boleia de Schjelderup

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O Benfica foi a jogo na 23.ª jornada da Liga portuguesa com uma edição especial de uma camisola desenhada por Vhils e dedicada ao futebol de rua. Pois bem, muito do que de melhor se viu em campo fez lembrar essa arte em bruto, com dribles curtos, passes pelo buraco da agulha e finalizações de trivela (e não só) que ajudaram a dar cor a um triunfo claro sobre o AFS (3-0).

Uma alteração no último classificado da Liga face ao triunfo sobre o Estoril, cinco mudanças nas “águias” em relação à derrota com o Real Madrid, duas das quais nas laterais: à direita, Bah regressou ao “onze” após um ano de hiato; à esquerda, o campeão do mundo de Sub17 José Neto estreou-se como titular.

Com o plantel a recompor-se a conta-gotas, José Mourinho procurou gerir as frentes doméstica e europeia com uma rotação ampla e deu-se bem. Essencialmente porque o plano que traçou foi executado com competência, que Schjelderup tratou de elevar à excelência, naquele que foi claramente o melhor jogo do norueguês desde que chegou à Luz.

A defender em 4x4x2, o AFS tentava timidamente sair pela direita (sem êxito), enquanto o Benfica procurava o contrário, apostando sistematicamente na esquerda. Como? Fazendo o bloco do adversário dançar com circulação à largura e levando a bola até à direita com o intuito de variar o centro do jogo para o lado contrário — e neste capítulo António Silva foi crucial.

À esquerda, Schjelderup, Rafa e Pavlidis (com a protecção defensiva de José Neto) criavam situações de igualdade numérica que o extremo norueguês tratava de aproveitar. Graças a ele, que alternava diagonais interiores com a procura da linha final, o golo rondou a baliza de Adriel um par de vezes, antes de Bah colher o prémio de uma longa travessia pós-lesão com uma recarga, aos 11’, a remate de Pavlidis.

Estava desbravado o caminho e até ao intervalo as ocasiões foram-se amontoando junto da baliza do AFS. Depois de Enzo e Rafa (de trivela) terem desperdiçado, a sorte sorriu-lhes mais à frente: aos 30’, o argentino marcou com um remate cruzado na área, após assistência de Ríos, e aos 41’ Rafa introduziu uma nota artística na pauta, com um golo de letra.

A superioridade do Benfica era esmagadora e nem a bússola de Gustavo Mendonça no meio-campo do AFS permitia sequer incomodar Trubin, pelo que a segunda parte trouxe uma dupla alteração para os visitantes e uma troca de centrais nas “águias” — Araújo por Otamendi.

Sem surpresa, porém, a primeira grande ocasião surgiu de um cruzamento de Schjelderup, pela esquerda, claro, com Richard Ríos, em boa posição, a desviar por cima da baliza. A fórmula repetir-se-ia, mas seria Sidny Cabral a aproximar o Benfica do quarto golo, quando acertou no poste com um remate à meia-volta (67’).

Era uma estrada de sentido único a desembocar na baliza de Adriel e seguiram-se na carreira de tiro Pavlidis, Enzo (de cabeça e de fora da área), José Neto e Ivanovic, mas a bola não voltou a entrar. Nem com os jovens Diogo Prioste e Anísio Cabral já em campo — o talismã dos últimos jogos e um dos favoritos dos adeptos desta vez não teve oportunidade para poder finalizar.

Estava cumprida a missão, com a 16.ª vitória, que não permitiu encurtar distâncias para o Sporting (venceu de forma clara em Moreira de Cónegos) mas servirá para pressionar um pouco o líder da Liga, que no domingo à noite recebe o Rio Ave.

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