Bolsas em queda na Ásia e estabilizadas na Europa, petróleo continua a subir

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No início do quinto dia de guerra no Irão, os investidores dos mercados financeiros internacionais continuam a tentar lidar com as consequências do conflito, com reacções variadas que vão de fortes quedas nos valores das acções na Ásia a ligeiras recuperações das bolsas na Europa, passando pela manutenção da tendência de subida dos preços do petróleo.

O dia começou de forma muito negativa na Ásia, com os investidores a revelarem uma forte preocupação com o impacto que as perturbações do fluxo de transporte de petróleo e outras mercadorias no estreito de Ormuz podem ter na capacidade de abastecimento de diversas economias.

Foi na bolsa coreana que se registaram as maiores quedas. O KOSPI, o índice que agrega as principais acções de empresas da Coreia do Sul, afundou-se 12% esta quarta-feira. É a maior perda de valor num só dia registada nos 46 anos de funcionamento deste mercado.

Em simultâneo, o won, a divisa coreana, caiu face ao dólar para um valor mínimo dos últimos 17 anos.

Noutros mercados asiáticos, a queda das acções e das divisas não foi tão pronunciada como na Coreia, mas ainda assim revela a manutenção de uma onda de pessimismo. No Japão, o índice Nikkei caiu 3,61% esta quarta-feira, com os investidores a fazerem o valor das acções regressar para os níveis que se registavam antes das subidas provocadas pelo entusiasmo em torno do novo governo nipónico.

Esta preocupação dos investidores relativamente à evolução das economias asiáticas está relacionada com a dependência de países como a Coreia do Sul, o Japão e a China do petróleo proveniente do Médio Oriente. No caso da Coreia, que é um dos maiores importadores de petróleo do Mundo, mais de 70% das suas compras de crude vêm dessa zona do Globo.

Para além das dúvidas em relação ao que vai acontecer à produção de petróleo do Irão, o grande problema reside nas perturbações criadas pelo actual conflito militar no fluxo de transporte de petróleo, gás e outras mercadorias através do estreito de Ormuz.

Donald Trump, percebendo o efeito negativo que pode ser criado para a própria economia norte-americana, afirmou esta terça-feira que os EUA irão, caso seja necessário, proteger militarmente os navios que queiram atravessar o estreito. No entanto, continua a haver registo de dificuldades de utilização dessa via fundamental de transporte por diversos operadores.

O preço do petróleo continuou, esta quarta-feira de manhã, a subir. O barril de Brent, que é a principal referência para o crude produzido no mar do Norte, iniciou o dia com uma subida de 2,67 dólares, ou 3,3%, atingindo a marca dos 84,07 dólares por barril. Antes do início do conflito, o barril de petróleo encontrava-se perto dos 70 dólares.

Europa trava queda

Entretanto, na Europa, a abertura dos mercados accionistas revelou sinais de estabilização, depois dos dois dias negativos com que começou esta semana.

Nos primeiros minutos de negociação desta quarta-feira, a maior parte das bolsas europeias registou uma ligeira subida dos seus índices. O índice STOXX 600, que agrega as principais acções europeias, registava no início da manhã uma subida de 0,6%, recuperando parte do terreno perdido nos dois dias anteriores. Foi precisamente nas acções mais penalizadas anteriormente, como as do sector do turismo ou dos bens de luxo, que se registaram agora as maiores subidas, num sinal de retoma, que é no entanto ainda bastante moderada.

A bolsa de Madrid é, para já, uma excepção, registando uma ligeira quebra, algo que se pode dever à ameaça feita por Donald Trump de os EUA “deixarem de fazer negócios” com Espanha, devido à posição crítica que o Governo liderado por Pedro Sanchez tem mantido relativamente ao ataque dos EUA e de Israel ao Irão.

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