A Comissão Europeia vai “estreitar” a sua colaboração com os Estados-membros da União Europeia e “intensificar” o seu apoio às operações de repatriamento de cidadãos europeus retidos no Médio Oriente, anunciou o executivo comunitário, no final de uma reunião do chamado “colégio de segurança” para analisar a evolução da situação na região, na sequência da ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, e da retaliação de Teerão com ataques em vários países vizinhos.
“A situação permanece volátil. Devemos fazer tudo o que for possível para diminuir a tensão e impedir que o conflito se alastre. O Irão deve cessar os seus ataques imprudentes e indiscriminados contra os seus vizinhos e países soberanos. A estabilidade da região é da maior importância”, considerou a presidente da Comissão Europeia, numa curta declaração sem direito a perguntas, esta segunda-feira de manhã, antes de se reunir com a sua equipa de comissários.
Num comunicado de imprensa, a Comissão fez saber que o seu trabalho “será orientado por duas prioridades: apoiar os Estados-Membros e proteger os cidadãos da UE das consequências adversas dos acontecimentos que se desenrolam no Irão e no Médio Oriente”, nomeadamente através da activação do Mecanismo de Protecção Civil e o recurso ao Centro de Coordenação de Resposta a Emergências.
Além das autoridades nacionais, a Comissão Europeia também vai intensificar a sua coordenação com as companhias aéreas e marítimas que operam na região, e reforçar a monitorização dos “riscos de perturbação dos transportes” no Mar Vermelho e Estreito de Ormuz.
No que diz respeito às repercussões desta nova crise no Médio Oriente para a UE, as atenções de Bruxelas estão viradas para a energia, a segurança interna e as migrações, diz o comunicado. “Desde a energia até ao nuclear, passando pela migração e pela segurança, a Europa tem de estar preparada para as consequências dos recentes acontecimentos”, afirmou a presidente da Comissão Europeia.
Segundo o comunicado, o executivo comunitário vai convocar, até ao final da semana, um grupo de trabalho que juntará representantes dos Estados-membros e da Agência Internacional de Energia, para analisar a evolução dos preços da energia e os constrangimentos ao abastecimento do mercado europeu.
Em relação aos eventuais fluxos migratórios, a Comissão Europeia mantém-se em contacto com as agências competentes das Nações Unidas e as autoridades e países terceiros para fazer um “acompanhamento mais estreito das tendências”. Bruxelas também está a cooperar coma Europol e os Estados-membros “no que diz respeito a potenciais riscos para a segurança interna”.
Esta manhã, Ursula von der Leyen defendeu uma solução diplomática para a nova crise, considerando que “isso significa uma transição credível para o Irão, que inclua a suspensão dos programas nucleares e balísticos, bem como o fim das acções desestabilizadoras na região”. A líder do executivo comunitário não fez qualquer referência aos EUA e a Israel – questionada mais tarde pelos jornalistas, a porta-voz da Comissão Europeia, Paula Pinho, não clarificou se Von der Leyen apoio o objectivo de mudança de regime declarado pelo Presidente Donald Trump.
“No que diz respeito à transição no Irão, a presidente disse muito claramente que a Comissão apoia o direito do povo iraniano de determinar o seu próprio futuro”, disse, recusando também esclarecer se Von der Leyen considera que os ataques contra o Irão violam a lei internacional. “Sempre priorizámos a diplomacia, e reafirmámos em todas as nossas declarações que entendemos que a solução para a crise deve ser diplomática. E pedimos a todas as partes que actuem com a máxima contenção e respeitem o direito internacional”, salientou.
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