Burla ligada a casas dos vistos gold acaba com oito detidos

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Cinco homens e três mulheres foram detidos pela Polícia Judiciária esta terça-feira por suspeitas de envolvimento numa burla ligada a casas compradas no âmbito do programa dos vistos gold.

“A investigação teve origem em queixas apresentadas em Julho de 2025, por cidadãos estrangeiros, com Autorizações de Residência por Investimento em Portugal, cujas casas que haviam adquirido, mas não habitadas por residirem no estrangeiro, foram fraudulentamente vendidas, em seu suposto nome e sem o seu consentimento, a desconhecidos”, descreve esta polícia em comunicado. Em causa estão apartamentos mas também moradias em Cascais, Sintra e Amadora.

Os investigadores, que recuaram até 2016, descobriram então a existência de pelo menos uma dezena de lesados por este esquema, em que os contratos de venda dos imóveis eram celebrados com recurso a documentação falsa, nomeadamente documentos de identidade, procurações e comprovativos de pagamento.

“Esta documentação era, posteriormente, apresentada a advogados e solicitadores, que procediam à sua autenticação e submetiam electronicamente a registo predial, através dos procedimentos online de simplificação administrativa em vigor, passando a propriedade dos imóveis a estar registada nos nomes dos compradores, que correspondiam a identidades falsas e até mesmo inexistentes”, prossegue a mesma nota de imprensa.

Já na posse dos imóveis e do título de registo de propriedade, os burlões procediam então à troca das fechaduras, pondo as casas no mercado abaixo do preço real para as venderem rapidamente. Para esse efeito recorriam a investidores ou a mediadoras imobiliárias.

Os montantes pagos pelos compradores, que estavam de boa fé, eram depois alvo de um complexo e dissimulado esquema de circulação de capitai que incluía a compra e venda viaturas de luxo ou de gama alta e transferências sucessivas e fraccionadas entre contas bancárias abertas em nome de diversas empresas ligadas aos arguidos. “Por vezes, antes de os alienar definitivamente, os suspeitos transferiam novamente a propriedade dos imóveis para um outro nome falso ou inexistente, recorrendo ao mesmo esquema de autenticação e de registo predial de contratos simulados”, detalha a Judiciária, que até ao momento já recuperou diversos imóveis, tendo ainda apreendido saldos bancários de cerca de 1,5 milhões de euros.

Com idades entre os 26 e os 62 anos, os suspeitos irão ser presentes a primeiro interrogatório judicial para a aplicação de medidas de coacção. Na intitulada Operação Chave Dourada está indiciada a prática de crimes de crimes de branqueamento, associação criminosa e falsificação de documento, além de burla qualificada.

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