O rei Carlos III acaba de reagir às notícias da detenção do irmão, o ex-príncipe André. “Fiquei profundamente preocupado ao saber das notícias sobre Andrew Mountbatten-Windsor e das suspeitas de má conduta no exercício de funções públicas”, declarou o monarca britânico na nota publicada pela BBC, onde coloca a tónica na investigação policial em curso.
“O que se segue agora é o processo completo, justo e adequado pelo qual esta questão é investigada da forma apropriada e pelas autoridades competentes”, acrescentou o rei, reiterando o que já tinha dito na semana passada. “Nisto, como já disse anteriormente, [as autoridades] têm o nosso apoio e cooperação total e incondicional.”
“Deixem-me ser claro: a lei deve seguir o seu curso”, insiste Carlos, avisando que, doravante, não pretende comentar todas as actualizações da investigação policial, que está a ser conduzida pela Polícia do Vale do Tamisa. “Como este processo continua, não seria correcto da minha parte comentar mais sobre este assunto.”
E termina: “Entretanto, a minha família e eu continuaremos a cumprir o nosso dever e a servir-vos a todos.”
Na manhã desta quinta-feira, a rainha Camila manteve um compromisso em Westminster e à chegada cumprimentou os membros da Sinfonia Smith Square. O propósito é assistir a um concerto durante o almoço, informa o The Guardian.
O ex-príncipe André foi detido na manhã desta quinta-feira na sua casa em Sandringham, no mesmo dia em que celebra 66 anos de idade. A Polícia do Vale do Tamisa confirmou que deteve um homem “na casa dos 60 anos” em Norkfolk por “suspeita de má conduta no exercício de funções públicas”, mas manteve em privado a identidade do suspeito.
A detenção marca também a abertura oficial da investigação pelo crime de má conduta em funções públicas, confirmam as autoridades. De acordo com Ministério Público britânico (Crown Prosecution Service, em inglês), esta acusação, caso venha a chegar a condenação, pode significar uma pena de prisão perpétua.
Espera-se que Andrew Mountbatten-Windsor, o terceiro filho de Isabel II, fique detido entre 12 a 24 horas para interrogatório, sendo que não haverá “condições especiais” na cela, com cama e casa de banho, onde aguarda, nota a BBC.
Em causa estão e-mails sobre visitas oficiais a Hong Kong, Vietname e Singapura, divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA na última tranche de ficheiros de Jeffrey Epstein, reencaminhados por Andrew ao criminoso sexual, enquanto era enviado comercial do Reino Unido — cargo que ocupou entre 2001 e 2011.
Uma das mensagens, de Novembro de 2010, parece ter sido reencaminhada apenas cinco minutos depois de o príncipe a ter recebido do seu conselheiro especial Amir Patel, descreve o The Guardian. Noutra, da véspera de Natal do mesmo ano, Andrew parece enviar ao criminoso sexual (que tinha sido condenado dois anos antes) o relatório confidencial sobre uma oportunidade de investimento na reconstrução da província de Helmand, no Afeganistão.
O irmão do meio do rei Carlos III é o primeiro membro da família real britânica (ainda que tenha abdicado das suas funções públicas em Outubro do ano passado) a ser activamente investigado pela política e também o primeiro a ser detido.
O ex-príncipe André nega qualquer irregularidade e diz que se arrepende da sua amizade com Epstein, que morreu em 2019.
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