A Comissão Eleitoral da Universidade do Porto recebeu 14 candidaturas para o cargo de reitor da Universidade do Porto (U.Porto), sendo três candidaturas nacionais e 11 internacionais, avançou esta terça-feira à Lusa fonte oficial.
O prazo de entrega formal das candidaturas terminou a 8 de Março e a Comissão Eleitoral vai agora proceder à análise das candidaturas apresentadas no sentido de verificar o “cumprimento das condições formais e substantivas para a respectiva aceitação”, disse fonte oficial da Reitoria da U.Porto à Lusa. Os candidatos têm um tempo de recurso disponível entre 16 e 22 de Março.
A comunicação oficial da lista definitiva e respectivos nomes vai ser conhecida a 27 de Março, mas fonte da Faculdade de Medicina da U.Porto confirmou à Lusa que o actual director da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), Altamiro Costa Pereira, é um dos candidatos nacionais ao cargo de reitor.
Altamiro Costa Pereira, 67 anos, casado, candidata-se pela terceira vez ao cargo de reitor da da U.Porto para os próximos quatro anos (2026-2030).
A primeira vez foi em 2002, em que ficou em segundo lugar, e a segunda candidatura foi em 2022 para o mandato de 2022-2026, concorrendo com o então reitor António de Sousa Pereira e outros candidatos.
Altamiro da Costa Pereira, que submeteu a sua candidatura no dia 6 de Março, esteve envolvido na polémica dos 30 candidatos ao curso de Medicina este ano lectivo, em que a FMUP informou por email oficial os 30 candidatos de que teriam entrada no curso sem a classificação mínima nem a homologação da Reitoria da U.Porto.
O reitor António Sousa Pereira disse, em Setembro, ter recebido pressões de várias pessoas para deixar entrar na Faculdade de Medicina os 30 candidatos ao curso de Medicina que não tinham obtido a classificação mínima na prova exigida no curso especial de acesso (14 valores).
Na altura, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação disse, num comunicado, que “nunca pressionou” o reitor António Sousa Pereira a admitir os candidatos de forma irregular ou sugerido “qualquer solução que violasse o enquadramento legal em vigor”.
Segundo a versão do Governo, o reitor comunicou à Direcção-Geral do Ensino Superior (DGES) a transferência das 30 vagas não preenchidas para o Concurso Nacional de Acesso, conforme previsto na legislação, tendo o ministro Fernando Alexandre tomado “conhecimento da situação através de comunicação de candidatos excluídos” ao mesmo tempo que recebeu a sugestão do director da Faculdade de Medicina.
A Federação Académica do Porto (FAP), liderada por Francisco Fernandes, exigiu um inquérito interno, criticou a troca de acusações públicas entre a faculdade e a reitoria e pediu a convocação urgente do Senado Académico para esclarecer o caso.
O reitor e o director da FMUP foram chamados ao Parlamento.
No documento da candidatura de Altamiro Pereira da Costa, a que a Lusa teve acesso, destaca-se no plano de acção a necessidade de um “debate alargado sobre o futuro territorial e organizacional da U.Porto, e a criação dum novo campus na Área Metropolitana do Porto”.
Outra das prioridades é articular a U.Porto com as novas necessidades e exigências do mercado de trabalho decorrentes da revolução tecnológica/digital, nomeadamente a inteligência artificial. O concurso público internacional da U.Porto foi aberto pelo Conselho Geral, com o prazo para submissão de candidaturas a decorrer até dia 8 de Março.
A eleição do 21.º reitor da história da U.Porto está agendada para o dia 24 de Abril de 2026.
O actual reitor, António de Sousa Pereira, atingiu o limite legal de mandatos.
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