CEO da Sonae veria com bons olhos regresso do IVA zero nos bens alimentares

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Cláudia Azevedo veria com bons olhos a isenção de IVA na cadeia alimentar, em resposta à espectável subida da inflação, como consequência da forte subida dos preços do petróleo, devido ao conflito no Médio Oriente. “IVA zero, obviamente gostámos muito”, ironizou a presidente executiva (CEO) da Sonae, na conferência de Imprensa de apresentação de resultados do último exercício, realizada esta quinta-feira, na Maia.

Em tom mais sério, a gestora referiu que o desejo da Sonae, dona da rede Continente, é que o conflito “acabe rapidamente”, caso contrário será inevitável o impacto nos preços, nomeadamente na cadeia alimentar.

Actualmente, e apesar de “alguns ecos de que isso possa estar a acontecer [subida de preços], os clientes ainda não estão a sentir, na globalidade dos produtos, uma aceleração dos preços”, admitiu João Dolores, administrador financeiro do grupo Sonae (proprietário do PÚBLICO).

Quanto a soluções para limitar aquele impacto nas empresas e consumidores, Cláudia Azevedo adianta que “todos os players da cadeia alimentar têm o seu papel, e um deles é o Estado”. Nessa medida, lembrou que no passado [a forte subida da inflação na sequência do início da guerra da Ucrânia] o Estado teve uma atitude “responsável”. E agora, diz acreditar que também se vai “encontrar uma solução uma solução em conjunto, que beneficie o cliente e tente atenuar o choque”.

À pergunta se se deve replicar a solução do passado [IVA zero], respondeu que seria “uma boa ideia”.

Quanto ao papel da distribuição, João Dolores admitiu que já no passado, na última crise inflacionista, baixaram as margens, acomodaram e amorteceram o impacto nos consumidores.”É isso que podemos garantir também agora”.

Cláudia Azevedo lembrou que pelo menos agora há “um roteiro”: “No início custou um bocadinho a cadeia de valor a ajustar-se, mas no fim acho que foi uma coisa equilibrada entre ajudas do Estado e os vários players da cadeia a absorver alguma da margem”. “Não vale a pena andarmos a culparmo-nos uns aos outros, mais vale encontrar uma solução conjunta, que seja boa para os portugueses”.

“Toda a cadeia de valor é muito afectada pelos preços do petróleo, já vimos isso coma guerra da Ucrânia”, referiu, lembrando que a agricultura, as pescas e os transportes estão muito dependentes dos preços dos combustíveis, referiu Cláudia Azevedo, admitindo que a Sonae já traçou vários cenários, mas tudo será muito diferente “se a guerra demorar mais uma semana, mais um ou dois mês ou dois anos”.

No último ano, a inflação na cadeia alimentar já foi mais elevada do que a geral, da ordem dos 4%, admitiu João Dolores, administrador financeiro do grupo, verificando-se uma queda para 3% no início do ano.

No último exercício, o volume de negócios consolidado da Sonae cresceu 14%, para 11,4 mil milhões de euros, o mais elevado de sempre.

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