Com enteado em julgamento por violação, príncipe da Noruega diz estar a “cuidar da família”

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O príncipe Haakon da Noruega não tem estado ao lado do enteado, Marius Borg Høiby, no tribunal, onde o jovem de 29 anos responde por 38 crimes, incluindo quatro violações, mas declarou que o apoia “nesta situação” de forma privativa. “Para mim, o mais importante nestes últimos dias tem sido cuidar do rebanho”, declarou o filho mais velho do rei Haroldo V.

O herdeiro do trono falava à margem de uma visita oficial, onde confessou como têm difíceis os últimos dias para a família real. “Apoiamos Marius na situação em que se encontra. Também cuidamos dos nossos outros filhos… que precisam de cuidados, e tenho de garantir que cuido da princesa herdeira [Ingrid Alexandra]”, reforçou.

A mulher, Mette-Marit, mantém-se em silêncio, não só sobre o processo judicial do filho, como sobre a polémica da sua amizade com Jeffrey Epstein, condenado por tráfico sexual. Haakon disse “achar completamente natural” que os noruegueses quisessem ver e ouvir a princesa, mas disse que é preciso mais tempo. “Ela gostaria de falar, mas no momento não pode. Não tem permissão para isso.” E acrescentou: “Precisa de tempo para se recompor e, depois, gostaria de falar mais sobre o assunto. Esperamos que as pessoas compreendam que ela precisa de um pouco de tempo.”

De acordo com a mais recente tranche de ficheiros divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA; Mette-Marit e Epstein trocaram dezenas de e-mails entre 2011 e 2014, incluindo detalhes sobre a saúde dela (que tem fibrose pulmonar e está a aguardar por um transplante) ou a vida amorosa dele, sendo que os dois chegaram a encontrar-se por várias vezes em Nova Iorque, Miami e Oslo.

Marius Borg Høiby em tribunal nesta quinta-feira
Ane Hem/NTB/Via Reuters

Os detalhes foram dados a conhecer precisamente na mesma semana em que o filho mais velho da princesa, Marius – nascido antes do seu casamento com Haakon em 2001 – começou a ser julgado por violação, violência doméstica e agressão, entre outros crimes.

O jovem de 29 anos testemunhou no Tribunal Superior de Oslo nos últimos dias e atribui alguma culpa dos seus comportamentos à exposição mediática e ao assédio sob a qual cresceu. “Sou conhecido como o ‘filho da mamã’”, disse, referindo-se a Mette-Marit. “O que significa que tenho uma necessidade extrema de afirmação. Muito sexo, muito álcool”, reconheceu, acrescentando: “Poucos conseguem compreender a vida que tenho levado. Muitas festas, álcool, algumas drogas.”

Contudo, Marius nega os crimes de violação, apesar de vídeos no seu telemóvel mostrarem os actos sexuais – tal como o histórico de pesquisas regista termos como “violação”. Até agora, o julgamento tem-se centrado na acusação de violação que terá acontecido em 2018 na cave da residência da família do príncipe herdeiro, nos arredores de Oslo. A alegada vítima disse ter a certeza de que foi drogada. “Drogou-a?”, perguntou o procurador ao jovem. “Nunca”, respondeu Høiby, que chorou em tribunal.

As polémicas têm abalado a popularidade da família real norueguesa, até agora uma das consensuais da Europa. De acordo com uma outra sondagem realizada pelo jornal Aftenposten, entre 2 e 3 de Fevereiro, com 1024 inquiridos, 54% afirmou que a Noruega deveria continuar a ser uma monarquia, enquanto 33% afirmou que deveria tornar-se uma república.

Quanto a Mette-Marit, a princesa é considerada inadequada para ser rainha por 44% dos noruegueses inquiridos, com 35% indecisos e 22% a dizer que é adequada, de acordo com uma sondagem da Norstat com 1025 inquiridos para a emissora pública NRK e o jornal diário Dagbladet.

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