As autoridades japonesas e sul-coreanas dizem que a Coreia do Norte disparou neste sábado mais de dez mísseis balísticos para o mar do Japão. Os disparos acontecem numa altura em que as Forças Armadas da Coreia do Sul e dos Estados Unidos estão envolvidas em exercícios militares na região.
De acordo com o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas da Coreia do Sul (JCS, na sigla em inglês), os mísseis foram lançados a partir de Sunan, nos arredores de Pyongyang, e este foi o terceiro disparo deste tipo de armamento desde o início do ano.
“As nossas Forças Armadas mantêm uma postura de prontidão firme, enquanto partilham rigorosamente as informações sobre os mísseis balísticos norte-coreanos com os EUA e o Japão, num contexto de vigilância reforçada contra novos disparos”, informou o JCS, em comunicado, citado pela agência noticiosa sul-coreana Yonhap.
As manobras conjuntas entre EUA e Coreia do Sul começaram na passada segunda-feira e devem durar pelo menos 11 dias. Segundo a Reuters, para este sábado estavam planeados exercícios de travessia de rios com equipamento militar, incluindo tanques e outros carros de combate.
Washington e Seul sempre descreveram estes exercícios militares conjuntos, que se realizam anualmente, como “defensivos”, mas o regime de Kim Jong-un diz que são ensaios para uma invasão da Coreia do Norte, com quem a Coreia do Sul está tecnicamente em guerra desde os anos 1950.
No início da semana, Kim Yo-jong, irmã do “Líder Supremo” e figura importante do aparelho de propaganda norte-coreana, ameaçou os EUA e a Coreia do Sul com “consequências terríveis inimagináveis”, por causa dos exercícios militares.
Trump, Kim e a desnuclearização
O disparo de mísseis balísticos para o mar do Japão – que, segundo a emissora japonesa NHK, caíram fora da zona económica exclusiva nipónica – ocorreu poucas horas depois de Donald Trump, Presidente norte-americano, ter admitido voltar a encontrar-se com Kim.
Depois de uma visita na sexta-feira à Casa Branca, Kim Min-seok, primeiro-ministro da Coreia do Sul, disse que Trump estava interessado em retomar o diálogo com o dirigente máximo norte-coreano e não excluiu fazê-lo por altura da viagem que tem agendada para a China, para se encontrar com Xi Jinping, no final do mês.
“O Presidente Trump manifestou-se desta forma. Disse: ‘Encontrar-me com [Kim] seria algo positivo. Pode acontecer durante a minha visita à China, pode não acontecer ou pode acontecer posteriormente’”, contou Kim Min-seok, citado pela Yonhap.
“[Trump] disse que tem mantido boas relações com o Presidente Kim Jong-un”, acrescentou. “Eu disse ao Presidente Trump que ele é o único líder ocidental que conversou com o Presidente Kim e o único líder com capacidade para desempenhar o papel de pacificador na resolução das questões da península coreana.”
Durante o seu primeiro mandato presidencial, Trump encontrou-se três vezes com o líder da Coreia do Norte: em Singapura (2018), no Vietname (2019) e na fronteira entre as duas Coreias, na zona desmilitarizada (2019).
Apesar da enorme atenção mediática que tiveram, os encontros não trouxeram desenvolvimentos significativos no objectivo principal, assumido pelos EUA e pela Coreia do Sul, de avançar para a desnuclearização da Coreia do Norte, país sancionado pelo Conselho de Segurança da ONU por causa do seu programa nuclear.
Quando recebeu Lee Jae-myung, Presidente sul-coreano, no Verão do ano passado em Washington, o chefe de Estado norte-americano também manifestou disponibilidade para se reunir com Kim nos meses seguintes.
O reforço da aliança estratégica, económica e militar com a Rússia, através do envio de armas e de soldados para a guerra na Ucrânia, e a falta interesse em conversar com os EUA sobre desnuclearização, levaram, no entanto, o regime norte-coreano a não encetar esforços para novo encontro Kim-Trump.
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