Era Alfred Hitchcock quem dizia que lhe bastava ler os livros uma vez: gostando da ideia de base, esquecia a obra em si e começava a “fazer cinema”. Essa abordagem da adaptação literária, revelada no famoso volume de entrevistas com François Truffaut, traz a reboque o exemplo de um conto de Daphne du Maurier, Os Pássaros (1952), cuja história ele se declarava incapaz de reproduzir, apesar de, efectivamente, ter lido o livro… Resumindo e concluindo, Os Pássaros traduziu-se no filme mais abstracto do mestre inglês, no qual a narrativa não consegue evoluir para lá de uma ameaça inexplicável: porque atacam os pássaros?
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