O secretário-geral do Partido Socialista considera ser “evidente que a demissão da ministra da Administração Interna é “a prova de que o Governo falhou na resposta a esta emergência” decorrente das tempestades que têm assolado o país. À entrada para a reunião da Comissão Política Nacional do PS, José Luís Carneiro avisou que “o primeiro-ministro deve ter consciência de que não é por substituir a ministra da Administração Interna, ou, noutro dia qualquer, a ministra da Saúde, que os problemas se resolvem per si”.
Carneiro, que foi ministro da mesma pasta nos governos de António Costa, recordou a má gestão do caso do apagão e dos incêndios florestais do Verão passado, quando “o partido do Governo estava em festa no Algarve”, e somou o “facto de se ter chegado tarde e a más horas à crise da tempestade” para atacar Luís Montenegro. “Há um problema de acerto do Governo na resposta às crises, de que esta é apenas a expressão mais recente.”
“O primeiro e mais importante responsável da Protecção Civil é o primeiro-ministro. A lei de bases da protecção civil é clara sobre quem dá orientações, estabelece as orientações de protecção civil”, insistiu.
O líder do PS avisou que irá confrontar Montenegro no debate quinzenal desta quarta-feira, 11 de Fevereiro. “Vou mostrar que não pode alienar as suas próprias responsabilidades”, afirmou, lembrando a sua experiência na pasta que agora era de Maria Lúcia Amaral e garantindo que nunca tomou decisões nem deixou de as tomar “sem falar com o primeiro-ministro”.
Questionado pelos jornalistas sobre a demissão da ministra, o Presidente da República disse apenas “respeitar a vontade” de Maria Lúcia Amaral. “Quem tomou a decisão, tomou, ponderou as circunstâncias, entendeu que não tinha condições pessoais e políticas. É uma situação naturalmente complexa, a que vivemos nas últimas semanas e, perante isso, há que respeitar a vontade da senhora ministra. Eu compreendi e aceitei”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.
José Manuel Pureza, coordenador do Bloco de Esquerda, defendeu que “a demissão da MAI era a única saída”. “Entre a falta de prevenção e o erro na resposta, o Governo falhou no seu dever mais básico: proteger o nosso povo. Milhares de famílias pagaram o preço da incompetência e do abandono”, disse, apontando responsabilidades ao executivo de Montenegro. “O país exige mudanças, não apenas demissões.”
À direita, já reagiu a presidente da Iniciativa Liberal (IL), que defendeu que a demissão de Maria Lúcia Amaral peca por tardia e instou o Governo a “enfrentar esta pasta com competência e capacidade de comunicação em situação de crise”.
“Há cinco dias. Foram cinco dias que se perderam. O Governo deve enfrentar esta pasta com competência, resposta pronta e capacidade de comunicação em situação de crise. As populações estão desesperadas. São necessárias soluções já”, escreveu Mariana Leitão, numa mensagem divulgada na rede social X.
Na semana passada, a líder liberal já tinha defendido a saída da ministra, sublinhando que a governante não tinha condições para continuar no cargo após ter demonstrado “completo desnorte” na gestão da crise causada pelo mau tempo.
Na mesma rede social, André Ventura, presidente do Chega, considerou que a demissão é a “prova da incapacidade do Governo em gerir todas as adversidades que o país tem enfrentado”.
“É um falhanço evidente de Luís Montenegro que, da saúde à administração interna, vai perdendo o controlo do Governo. Quanto mais tempo vai demorar até serem resolvidos os outros erros de casting deste Governo?”, atirou, sem especificar a que outros governantes se refere.
Disclaimer : This story is auto aggregated by a computer programme and has not been created or edited by DOWNTHENEWS. Publisher: feeds.feedburner.com



