A Dinamarca afirmou este domingo que a Gronelândia não precisa de uma iniciativa de saúde específica e que o acesso à saúde no território é universal, numa reacção ao anúncio de envio de um navio-hospital norte-americano para território autónomo dinamarquês feito pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, na véspera.
“A população da Gronelândia recebe os cuidados de saúde de que precisa. Recebe-os na Gronelândia e, se necessitar de tratamento especializado, recebe-o na Dinamarca. Portanto, não há necessidade de uma iniciativa especial de saúde na Gronelândia”, disse o ministro da Defesa, Troels Lund Poulsen, à emissora dinamarquesa DR.
Já a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou, sem mencionar explicitamente a proposta norte-americana, estar “feliz por viver num país onde o acesso à saúde é gratuito e igual para todos”, e “onde o seguro saúde ou a riqueza não determinam se alguém recebe um tratamento digno”.
O aceso à saúde é gratuito na Gronelândia, que administra o seu próprio sistema de saúde, mas depende fortemente de profissionais dinamarqueses. Existem cinco hospitais regionais na vasta ilha árctica, sendo que o de Nuuk, a capital, recebe pacientes de todo o território.
O Governo da Gronelândia assinou um acordo com Copenhaga no início de Fevereiro para melhorar o tratamento de pacientes gronelandeses em hospitais dinamarqueses.
No sábado, Donald Trump escreveu na sua plataforma Truth Social que enviaria “um grande navio-hospital para a Groenlândia para cuidar das muitas pessoas que estão doentes e não têm tratamento”, sem mencionar números ou especificar pormenores. “Está a caminho!”
O Presidente norte-americano afirmou que a operação para enviar o navio está a ser realizada em coordenação com Jeff Landry, nomeado em Dezembro como Enviado Especial dos EUA para a ilha árctica. A Marinha norte-americana tem dois navios hospital, o Mercy e o Comfort, mas nenhum está no Luisiana.
Trump já disse que gostaria de controlar a Gronelândia mas no mês passado, após uma cimeira entre EUA, Gronelândia e Dinamarca, acabou por prometer que nunca usaria força militar para o fazer, parecendo pôr fim a meses de tensão sobre uma potencial acção militar de um membro da NATO sobre outro.
O rei da Dinamarca, Frederik X, visitou a Gronelândia na semana passada, a segunda visita num ano, numa tentativa de demonstrar união com o território diante da pressão de Trump para comprar a ilha.
Ao ser contactado pela emissora DR, o ministro dinamarquês Lund Poulsen afirmou que não tinha conhecimento da possível chegada de um navio-hospital à Groenlândia.
“Trump está constantemente a escrever sobre a Groenlândia (…). Portanto, esta é, sem dúvida, uma expressão do novo normal que se instalou na política internacional”, declarou.
No sábado, o Comando do Árctico dinamarquês anunciou o resgate de um tripulante de um submarino norte-americano próximo da costa de Nuuk. Não era claro se este resgate teve algo a ver com o anúncio do envio do navio.
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