Entre a importância da participação cívica e a solidariedade para com as populações afectadas pelos efeitos das tempestades que há quase duas semanas têm marcado várias regiões do país, nas urnas, candidatos, ex-candidatos e líderes partidários destacaram a necessidade de cumprir o dever de votar, lembrando que isso reforçará a legitimidade do próximo Presidente da República.
António José Seguro foi o primeiro dos dois candidatos a votar. Nas Caldas da Rainha, o ex-secretário-geral socialista pediu aos portugueses que aproveitassem a janela de bom tempo para votar. “Votem, votem, votem, que esta é a melhor homenagem à democracia”, declarou, mostrando solidariedade em relação às vítimas do mau tempo, em particular aos familiares do bombeiro e militar da GNR que morreu no sábado em Campo Maior, no Alentejo.
André Ventura votou horas mais tarde, em Lisboa. O líder do Chega criticou a existência de “portugueses de primeira e de segunda” perante o contexto de intempérie, reiterando a oposição à realização desta segunda volta neste contexto. Apesar disso, apelou à participação: “Hoje é dia de se fazer a democracia, já cumpri esse dever e espero que o consigam por todo o país.”
No lote de ex-candidatos presidenciais, João Cotrim Figueiredo pediu aos eleitores que, dentro do possível, compareçam às urnas. “Espero que as pessoas, dentro do possível e não estou a minimizar o sofrimento e dor das pessoas, mas, se for possível, venham votar”, declarou.
Maior votação, maior força
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, votou ao início desta tarde em Celorico de Basto, Braga, e sublinhou a importância da participação eleitoral, considerando que é essencial para a renovação democrática e para reforçar a legitimidade do próximo chefe de Estado, num contexto nacional e internacional particularmente exigente. O chefe de Estado considerou ainda que o aumento da afluência até às 12h é um sinal positivo. “Está a correr muito bem”, acredita Marcelo Rebelo de Sousa.
Para o chefe de Estado, uma elevada participação eleitoral é determinante para reforçar a autoridade política do futuro Presidente. “Quanto maior for a participação, maior é a força que é dada àquele que vier a ser eleito”, afirmou.
“Votem como quiserem, mas votem”
Entre os líderes partidários, Nuno Melo, ministro da Defesa e presidente do CDS-PP, lembrou que eleições presidenciais servem também para eleger o comandante supremo das Forças Armadas, figura com a qual se terá de relacionar nas funções que desempenha no Governo. “Quero fazer o apelo ao voto, para que as pessoas tenham noção que esta não é uma eleição menor. Votem como quiserem, mas votem”, reiterou.
José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, apelou à participação de todos “nas escolhas da sua vida democrática”. O socialista expressou ainda solidariedade para com quem teve as suas “vidas destruídas” devido ao mau tempo.
Paulo Raimundo, secretário-geral comunista, considerou o exercício do direito de voto importante. A situação de calamidade provocada pelo mau tempo em várias zonas é algo a lamentar, aponta Raimundo, dizendo que seria bom que “cada um assumisse a responsabilidade que tem” nas áreas menos afectadas.
Por sua vez, Rui Tavares, co-porta-voz do Livre, pediu que se votasse por quem não pode votar. “Votem por vocês, mas desta vez votem também por aqueles que querem votar e não podem votar, isso é muito importante”, declarou o dirigente após ter votado, em Lisboa.
Também Mariana Leitão, presidente da Iniciativa Liberal, apelou aos eleitores que consigam votar que o façam, recordando que “o voto é decisivo para a manutenção de uma democracia saudável”, sem deixar de “compreender obviamente, a situação em que muitas pessoas se encontram”.
O coordenador do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, destacou a importância de votar e disse esperar que o novo Presidente “esteja alinhado com a batalha pela democracia”.
A líder do PAN, Inês Sousa Real, aproveitou para defender alterações à lei eleitoral para garantir o direito de voto de emigrantes e de operacionais em missão. “Apesar de sabermos que o país está sob um difícil contexto por causa ainda da destruição que foi causada em vários pontos do território, é importante que quem possa assegurar o seu direito ao voto que participe”, apelou ainda.
O líder do Juntos Pelo Povo (JPP), Élvio Sousa, apelou à participação, alertando para a possibilidade de a abstenção ser “uma das vencedoras”.
Também o antigo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, já votou, apelou à participação e destacou a importância do cargo. “O Presidente da República é uma figura de união e deve continuar a sê-lo. Estou convencido que o novo Presidente fará todos os possíveis para unir os portugueses”, disse. com Miguel Dantas e Lusa
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