Do museu ao prato, sempre a cavalo: feliz ano novo chinês

0
1

É o cavalo, mais especificamente o de fogo, que comanda o novo ciclo, sucedendo à serpente (de madeira) que conduziu os destinos de 2025. Explica o Museu do Oriente, que tem sempre oferta temática para esta altura (já lá vamos), que o animal é símbolo de “força, liberdade, movimento e perseverança”.

No Toa Porto, é pelo prato que se entra no espírito. O speakeasy portuense serve, entre os dias 17 e 21, “uma experiência gastronómica inspirada nas tradições do ano novo lunar e marcada por sabores e simbolismos únicos”. A saber: gyozas vegetarianas, spring rolls de pato, barriga de porco crocante ao estilo oriental, dourada ao vapor, nian gao (bolinho de arroz) e um cocktail Festival Primavera para completar, por 55€ a cada comensal.

Toa Porto
DR

Em Lisboa, temos o JNcQUOI a dar as boas-vindas ao ano do cavalo com “menu épico, espectáculos deslumbrantes e drag DJ vibes”. Começa no Frou Frou, terça-feira, com uma festa de passagem de ano, e continua até ao sábado seguinte, também no Asia, com menus especiais ao almoço e ao jantar, alimentados tanto pelos sabores tradicionais chineses como pelo fascínio da dança do dragão.

Na mesma linha, mas em Almancil, o Umami, restaurante do resort Quinta do Lago, faz votos de fartura no jantar de dia 17 com uma combinação de “tradição, sabores e uma atmosfera envolvente” que inclui decoração especial e música ao vivo.

Também a dar música à viragem do calendário, mas na véspera, estará o habitual concerto proporcionado pelo Instituto Confúcio da Universidade do Minho, em parceria com a autarquia bracarense. A Orquestra Filarmónica de Braga, regida pelo maestro Filipe Cunha, leva ao Theatro Circo um programa que reúne “obras de compositores chineses contemporâneos e melodias tradicionais, apresentadas em arranjos sinfónicos que evocam festivais e danças populares”, adianta a folha de sala. É na segunda-feira, pelas 21h30, com entrada livre mediante levantamento prévio dos bilhetes no local.

A Orquestra Filarmónica de Braga no concerto de 2024, no auditório Vita
João Torres Neves/Câmara Municipal de Braga

Lisboa adiantou-se ainda mais: o tradicional desfile na Alameda D. Afonso Henriques estava agendado para este sábado e domingo, mas as previsões de mau tempo cancelaram os planos. A autarquia faz saber que vai redireccionar “o investimento que estava inicialmente previsto para apoiar as populações afectadas”, e aproveita para enfatizar “a força, a liberdade, a energia, a perseverança, o progresso, a coragem e a renovação” que a égide do cavalo convoca.

Já no Museu do Oriente, o programa mantém-se, tão vasto e abrangente como em anos anteriores. Não só oferece a entrada no dia 17, como prolonga a festa até ao início do próximo mês, com oficinas, visitas orientadas, cursos, um espectáculo e a revelação de peças raramente vistas como “papagaios, lanternas, estatuetas, gravuras, recortes de papel e um altar tradicional”, elenca. É uma oportunidade para orientar o feng shui para o novo ciclo, conhecer a história e as expressões culturais do ano novo chinês, aprender sobre os deuses da religião popular e, claro, descobrir o simbolismo dos animais deste zodíaco. Para o final está reservado o cruzamento de “música instrumental tradicional, artes marciais e danças de diferentes regiões e comunidades chinesas” que é o espectáculo A Voz do Cavalo, em que o animal surge como uma “metáfora sonora e visual que conduz o público pelas paisagens culturais da China”.

Museu do Oriente

Disclaimer : This story is auto aggregated by a computer programme and has not been created or edited by DOWNTHENEWS. Publisher: feeds.feedburner.com