EDP corta mais uma ligação com a língua portuguesa: muda nome da Renováveis para Renewables

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Será em Madrid que o grupo EDP vai cortar mais uma ligação à língua portuguesa. É ali que o nome EDP Renováveis vai desaparecer. A empresa de energias verdes do grupo eléctrico português, que tem sede em Espanha, passou recentemente a comunicar com os investidores apenas em inglês, e agora vai mudar de nome. EDP Renewables é a nova designação universal da participada.

A assembleia geral da EDP Renováveis está agendada para 13 de Abril e tinha já oito pontos na ordem de trabalhos, com as habituais discussões de aprovação de relatórios e contas e afins, previstos desde 9 de Março. Só que esta segunda-feira, 23 de Março, a EDP, que controla 71,3% da Renováveis, decidiu juntar um nono ponto à lista: “Mudança de nome da empresa e consequente alteração dos estatutos”.

Segundo o comunicado publicado no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a proposta é que a EDP Renováveis passe a ser EDP Renewables, o nome que é usado em geografias distintas, designadamente nos Estados Unidos da América.

Pegada internacional

De acordo com a justificação apresentada pela proposta da EDP, o objectivo é “alinhar o nome legal” da Renováveis “com a denominação pela qual a empresa é comummente conhecida nos mercados internacionais”.

“Embora reflicta a origem da empresa, o actual nome português não corresponde à língua usada na vasta maioria das comunicações com os investidores, nos reportes regulatórios e nas operações globais”, continua a mesma nota explicativa. Ainda neste início de semana a Renováveis (futura Renewables) assinou um acordo de longo prazo com uma empresa global de tecnologia para a venda de energia renovável produzida por um projecto solar no Arcansas, nos EUA.

Mais de metade (53%) da capacidade instalada da EDP Renováveis está nos Estados Unidos da América, muito acima do peso de 32% da Europa (Espanha, Portugal e Polónia são os principais mercados), apontam os mais recentes números da empresa, relativos ao fim de 2025. A América do Sul (Brasil, sobretudo) conta para 9%, enquanto a região da Ásia-Pacífico (Singapura, em especial) para 6%.

Controlando a maioria do capital, a proposta da EDP tem as condições para seguir em frente: “A adopção do nome em inglês vai dar força à consistência da marca e reflectir de forma mais adequada a pegada internacional da empresa e a sua base accionista diversificada”.

A EDP tem 71,3% da Renováveis, sendo que o fundo soberano da Singapura é o segundo maior accionista, com 4,4%, e a americana BlackRock, com 3,4%. Os restantes quase 20% estão dispersos por outros accionistas não identificados. A mudança de nome proposta refere-se apenas à Renováveis, e não à casa-mãe, e segue-se à decisão de deixar de falar em português com os mercados.

Ao contrário da EDP, cuja sede é em Lisboa, a EDP Renováveis tem a sua sede em Madrid, embora continue cotada na bolsa nacional. A empresa de energias renováveis tem um valor de mercado de 13,4 mil milhões de euros, segundo o fecho desta segunda-feira (12,75 euros, uma quebra de 1,5% em relação a sexta-feira).

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