Entre Berlim e Ramallah, a música de Ahmed Eid sonha uma Palestina livre

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A meio do concerto, o vocalista faz um pedido inusitado. Tinha planeado voltar a casa daí a dois dias, mas terá de ficar mais um par de semanas. Pergunta se alguém tem um quarto que o possa acolher, se conhecem amigos que o possam ajudar. Di-lo com um sorriso, sorri muito, de sorriso aberto, o vocalista. Era dia 19 de Março e Ahmed Eid, que alguns conheceriam enquanto membro dos Bukahara​, nascidos em Colónia e cuja música reflecte diversas geografias, plasmando as origens dos seus membros (Palestina, Suíça, Tunísia, Alemanha), estava com a sua banda mais recente, os ILYF, no palco do Le Makeda, pequeno clube de Marselha, no âmbito do festival Babel Music XP. Daí a um par de dias deveria estar a voar para Ramallah, na Palestina. Acontece que a guerra no Médio Oriente levara ao cancelamento das linhas aéreas. Ahmed Eid, palestiniano habituado à viagem desde o berço, vida actual dividida entre Ramallah e Berlim, ficaria em terra. Essa seria preocupação para depois.

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