FC Porto cumpre mínimos, bate Rio Ave e repõe vantagem no comando

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O FC Porto cumpriu neste domingo os mínimos frente ao Rio Ave, vencendo por 1-0 na 23.ª jornada da Liga, com um golo obtido por Froholdt a meio da primeira parte. Azar e ineficácia andaram de mãos dadas, com três remates ao ferro e um golo anulado por oito centímetros. Tudo a confirmar a fase pouco inspirada e, sobretudo, produtiva de um “dragão” que abusa da pólvora seca.

Um FC Porto, que, face à ausência de Thiago Silva, surgiu com Pablo Rosario adaptado a central — com Farioli a explorar a polivalência do dominicano —, pegou no jogo, fez algumas aproximações à baliza do Rio Ave, mas nunca exerceu a autoridade que normalmente se espera de um líder, em especial frente a uma equipa em crise.

Na iminência de iniciar um ciclo infernal e decisivo, o futebol dos “dragões” não traduzia a urgência de resolver cedo uma partida importante para repor a diferença de quatro pontos para o Sporting e de sete para o Benfica.

Os vila-condenses, vindos de cinco derrotas consecutivas, com um golo marcado e 14 sofridos, perceberam que a noite poderia trazer novas oportunidades e aproveitaram a primeira brecha para ficarem muito perto do golo, num cabeceamento de Olinho a rasar a barra.

Claramente, o Dragão não estava imune aos golpes de “bisturi” dos vila-condenses. Farioli precisava de dar um grito capaz de despertar os jogadores e aumentar os níveis de intensidade e eficácia nas constantes triangulações junto da área visitante.

Mas o treinador italiano não precisou vocalizar uma ordem que estava implícita no plano de jogo, que incluiu o polaco Pietuszewski e o espanhol Gabri Veiga.

Uma dupla crucial na obtenção do golo de Froholdt, a meio da primeira parte, numa escapadela do teenager que surgiu no lugar de Borja Sainz, a passe do galego, que resultou na assistência para a entrada fulminante do médio dinamarquês.

Estava cumprida a primeira meta, mas era igualmente fulcral confirmar a vantagem, até para evitar uma quebra sempre perigosa de rendimento.

E o FC Porto até dispôs de três momentos para activar o turbo antes de poder mudar para o modo de “passeio”: Gabri Veiga testou a consistência do poste, num remate de elevada pontuação artística; Alan Varela tentou dinamitar a baliza com um potente remate; e Deniz Gül ficou a centímetros de aumentar a vantagem, em lance no limite do penálti.

Um desarme de difícil avaliação, em que árbitro e VAR entenderam ter havido um toque na bola antes da inevitável “rasteira” ao sueco/turco.

Inconformado com a decisão, o FC Porto baixou os níveis de concentração, o que lhe poderia ter custado um preço elevado, com o Rio Ave na iminência de empatar por Jalen Blesa no último minuto da primeira parte, que terminou com cinco remates contra nove dos portistas e uma defesa providencial de Diogo Costa.

No regresso, nova decisão do VAR a anular um golo de Deniz Gül, desta vez por posição irregular de Pietuszewski (8 centímetros), a deixar as equipas em suspense durante intermináveis três minutos.

A entrada incisiva do FC Porto não contava, obrigando a nova carga de artilharia. Pepê apareceu para testar os reflexos do guarda-redes contrário, com Gül a recuperar o lance que esteve quase a transformar no segundo golo – Froholdt surgiu de novo para acertar no poste.

Apertava o cerco, mas a pólvora do “dragão” estava demasiado seca para a carreira de tiro de um conjunto que se viu forçado a chamar Rodrigo Mora e William Gomes. O português cumpria o 100.º jogo apostado em evitar mais um triunfo magro, tendo contribuído (89′) para a alta percentagem de remates devolvidos pelo poste.

O FC Porto continuava a debater-se com uma ineficácia que tentava o Rio Ave a içar as velas e a criar um sentimento de crescente insegurança no Dragão. Depois de mais uma perdida de Pepê, Farioli chamava Fofana e Borja Sainz. Entrava-se já o último quarto de hora sem uma definição clara e isso impactava no discernimento portista, dividido entre segurar a vantagem ou continuar a expor-se para matar o jogo.

A solidez defensiva voltou a evitar males maiores — foi o 17.º jogo dos “azuis e brancos” sem sofrerem golos no campeonato — e a garantir que o líder mantém sobre os rivais directos a vantagem de quatro e sete pontos com que iniciou a jornada.

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