Filho da princesa Mette-Marit soma mais duas acusações no julgamento por violação

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A lista de crimes de que é acusado o filho da princesa Mette-Marit acaba de ficar mais longa. Marius Borg Høiby enfrenta mais duas acusações — uma por violação de proibição de visitas e outra por comportamento desrespeitoso — avançou o procurador Sturla Henriksbø, nesta terça-feira, enquanto continua a decorrer ojulgamentopor violação do enteado do príncipe Haakon, o futuro rei da Noruega.

Com as duas novas acusações são já 40 crimes que o jovem de 29 anos enfrenta em tribunal. As novidades dizem respeito à detenção de 1 de Fevereiro, quando Marius Borg Høiby foi detido por agressão, recorda o jornal norueguês Aftenposten.

O incidente foi discutido em tribunal, onde Høiby tem estado a ser julgado desde 1 de Fevereiro e deve continuar até 19 de Março. Um dos seus advogados, Petar Sekulic, informou que o réu se declarou culpado das duas novas acusações. “Ele também concordou em incluir a acusação adicional no processo principal”, acrescentou.

Os crimes de violação de proibição de visitas e comportamento desrespeitoso juntam-se ao rol de acusações, que inclui 32 crimes de violação, violência doméstica e agressão, além de delitos ligados a drogas, danos a propriedade, perturbação da paz e infracções de trânsito.

Marius mantém a declaração de inocente nos crimes mais graves, mas declarou-se culpado dos delitos menores, como comportamento sexual ofensivo, de conduzir a alta velocidade e por fazê-lo sem carta de condução válida. Também disse que era parcialmente culpado — uma alegação permitida pela lei norueguesa — de agressão agravada e comportamento imprudente.

O enteado de Haakon garante que todas as relações sexuais (sabe-se que algumas aconteceram na residência oficial do herdeiro do trono da Noruega) foram consensuais e nega ter filmado as alegadas vítimas sem o seu conhecimento. No seu primeiro testemunho, a 4 de Fevereiro, onde se declarou um “filho da mamã”, confessou: “Poucos conseguem compreender a vida que tenho levado. Muitas festas, álcool, algumas drogas.”

E atribui parte da culpa à exposição pública de que é alvo desde que a mãe, Mette-Marit, se casou com o príncipe Haakon, em 2001. “Estou rodeado pela imprensa desde os três anos. Tenho sido assediado desde então.”

Marius Borg Høiby (entre os dois irmãos) com a família real norueguesa em 2022
NTB/Lise Aserud via REUTERS

Os advogados têm mesmo se queixado do tratamento judicial dado ao jovem, que não faz parte da família real norueguesa, nomeadamente por o julgamento estar sujeito a restrições na apresentação de depoimentos e de algumas provas.

O padrasto e a mãe fizeram saber que não o apoiariam publicamente em tribunal e colocaram o ónus na justiça. “Apoiamos Marius na situação em que se encontra. Também cuidamos dos nossos outros filhos (…) que precisam de cuidados, e tenho de garantir que cuido da princesa herdeira [Ingrid Alexandra]”, declarou Haakom, pedindo espaço para Mette-Marit, que se mantém em silêncio sobre o tema.

A princesa está resguardada enquanto espera por um transplante pulmonar. Já o rei, Haroldo V, esteve internado em Tenerife, Espanha, com diagnóstico de infecção e desidratação, mas teve alta no final da semana passada.

As polémicas têm abalado a popularidade da família real norueguesa, até agora uma das mais consensuais da Europa. Uma sondagem de opinião realizada no início do julgamento para o jornal diário Verdens Gang mostrou uma queda no número de noruegueses a favor da manutenção do regime — de 72% no ano passado para 61% — e um aumento de dez pontos percentuais para 27% no apoio à República.

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