O Governo reafirmou nesta quarta-feira o compromisso com um desporto seguro e responsável, depois de se ter reunido separadamente com os presidentes de Sporting e FC Porto, devido aos incidentes no clássico de andebol, anunciando a preparação de medidas contra a violência.
A ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, e o secretário de Estado do Desporto, Pedro Dias, receberam hoje Frederico Varandas e, depois, André Villas-Boas, com a presença do presidente da Federação de Andebol de Portugal (FAP), Miguel Laranjeiro.
Em comunicado, após as duas reuniões, o Governo destacou o “espírito de cooperação institucional” após os encontros, mas sublinhou que a avaliação dos factos e a aplicação de sanções competem exclusivamente às instâncias disciplinares das federações. E apelou ainda à “actuação responsável” dos dirigentes, alertando para o impacto social das suas intervenções públicas.
Paralelamente, a tutela do desporto revelou estar a preparar, em articulação com a Administração Interna e a Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD), um conjunto de medidas estruturais orientadas para um ambiente desportivo mais seguro, inclusivo e responsável.
Margarida Balseiro Lopes recebeu os presidentes após os incidentes no clássico de andebol de sábado, no Dragão Arena, onde o Sporting acusou o FC Porto de “práticas obscuras” devido a um odor intenso no balneário que levou o treinador Ricardo Costa e o jogador Christian Moga a serem assistidos no local.
Por seu lado, os “dragões” desmentiram as acusações, classificando-as como “graves e abusivas”, e anunciaram ter contactado a PSP para verificação das condições no pavilhão.
Na terça-feira, o Ministério Público (MP) abriu um inquérito aos incidentes, já depois de a direcção da Federação de Andebol de Portugal (FAP) ter efectuado uma participação ao Conselho de Disciplina (CD) do organismo para o apuramento de responsabilidades disciplinares.
A FAP que, nesta quarta-feira, se demarcou igualmente da polémica, salientando em comunicado que “não tem competências” para punir criminalmente e que cumpre ao clube organizador garantir a segurança do evento.
O organismo defendeu que o FC Porto, enquanto clube promotor, é “responsável pelos incidentes eventualmente ocorridos no recinto desportivo, incluindo as cabines”, acrescentando que o CD da FAP deliberou na terça-feira a instauração de processo de inquérito.
Quanto a eventuais responsabilidades criminais ou contra-ordenacionais, a FAP sublinhou que estas “não cabem na esfera de competências” da federação.
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