Guiné-Bissau: “Sissoco Embaló abriu as portas ao tráfico de droga”

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A última grande apreensão de droga na Guiné-Bissau aconteceu quando Ruth Monteiro era ministra da Justiça, por isso, sabe do que está a falar quando diz, neste episódio do podcast Na Terra dos Cacos, que o Presidente deposto da Guiné-Bissau, Umaro “Sissoco Embaló, abriu a porta ao tráfico de droga” no seu país.

Para Ruth Monteiro, a Guiné-Bissau “já não é um Estado falhado nem um narcoestado, mas um grupo de pessoas abandonado”, entregue ao controlo das armas e sem que a comunidade internacional se preocupe com o destino desses dois milhões de almas de um pequeno país da costa ocidental africana.

Por isso, pede a Portugal que faça mais, que pressione mais, que não se esqueça da história que os dois países têm em comum: “Não nos deixem sozinhos.”

Na primeira parte do episódio, António Rodrigues e Elísio Macamo conversam sobre aquilo a que o jurista Rui Verde chama instrumentos do neo-autoritarismo angolano num artigo publicado recentemente no site Maka Angola, isto é, a criação de novas leis e entidades para controlar e reprimir a dissidência e a crítica.

Também falaremos das negociações em Madrid de um acordo patrocinado pelos Estados Unidos sobre o futuro do Sara Ocidental, esse país eternamente adiado que muito provavelmente nunca se tornará real. Meio século depois de Espanha ter abandonado a sua colónia, entregue aos marroquinos e aos mauritanos, e com a causa sarauí desaparecida com o tempo das lutas africanas, será que um governo autónomo para os sarauís dentro do reino de Marrocos é o mal menor a que pode aspirar esse povo?


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